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Carnaval

Admiradores se despedem de Noca da Portela, um dos maiores nomes da história do samba

Velório do sambista reuniu homenagens em Madureira; autor de mais de 500 músicas deixa legado imortal na azul e branco e na cultura brasileira.

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Foto: Cyro Neves/Super Rádio Tupi

O corpo do compositor e instrumentista Noca da Portela, de 93 anos, que faleceu no último domingo (17/05), foi velado na manhã de hoje, na quadra da Portela, em Madureira.

Oswaldo Alves Pereira, o Noca, foi trazido à Portela por Paulinho da Viola na década de 60 e deixou a marca dele em obras imortais, como destacou o presidente da escola de Madureira, Junior Escafura. 

“Enquanto presidente da Portela, componente da escola, o que eu posso garantir é que jamais cairá no esquecimento a obra do Noca, a história dele na Portela e no samba. O que deixa a gente um pouquinho mais conformado é saber que o legado dele vai ficar aqui” – disse o presidente, em entrevista à Super Rádio Tupi, garantindo que as obras de Noca, sete delas vencedoras da disputa de samba enredo da escola, são imortais. 

Grande compositor, a importância de Noca da Portela é bem significativa para o samba, visto que além de um dos maiores compositores da Portela, foi ator de sucessos que são lembrados até hoje em rodas de samba, rádios, botequins, deixando uma obra riquíssima. 

Ao longo de mais de 70 anos de carreira, o sambista gravou mais de 500 músicas, dentre elas, Aquarela Brasileira, É Preciso, Muito Amor e Caciqueando. 

Dos sete sambas de enredo que conquistou pela majestade do samba, um dos mais marcantes é o de 1995, o Gosto Que Me Rosco, tendo recebido em 2022 o título de doutor honoris causa da UFRJ, concedido pela trajetória do sambista. 

O compositor foi internado no dia 30 de abril com infecção urinária em um hospital em São Cristóvão, na zona norte do Rio. 

O velório do sambista começou às oito horas da manhã e foi até às duas da tarde na quadra da Portela, na rua Clara Nunes, em Madureira.