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Felipe Bronze aposta no fogo e no carisma, mas iluminação atrapalha novo reality culinário do GNT

No Fogo com Bronze não revoluciona, mas entrega uma disputa culinária descontraída, conduzida por um chef carismático e experiente

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Crítica No Fogo com Bronze

O chef Felipe Bronze volta a investir no universo da culinária televisiva com No Fogo com Bronze, novo reality gastronômico do GNT que mistura competição, churrasco e entretenimento rápido. Apostando na popularidade da gastronomia na TV e no carisma já conhecido do chef, o programa entrega uma experiência dinâmica e agradável, ainda que escorregue em algumas escolhas estéticas que acabam interferindo diretamente na experiência do público.

A proposta da atração é simples e funcional: em cada episódio, Felipe Bronze recebe um chef desafiante, que escolhe um prato para ser preparado na brasa. Os dois cozinham simultaneamente, cada um imprimindo seu estilo à receita, enquanto convidados acompanham a disputa e interagem com os competidores. Ao final, os pratos são avaliados às cegas por jurados convidados, que definem o vencedor da rodada.

Caso o desafiante consiga derrotar Bronze, leva para casa um troféu simbólico — uma faca personalizada do programa e um valor em dinheiro como prêmio — reforçando o espírito competitivo da atração. Tudo isso acontece em episódios curtos, de aproximadamente 30 minutos, o que ajuda a manter o ritmo acelerado e evita o desgaste comum em realities culinários mais longos.

Felipe Bronze usa experiência na TV para sustentar formato conhecido

O maior trunfo de No Fogo com Bronze está justamente em seu apresentador. Felipe Bronze já se consolidou como um dos chefs mais conhecidos da televisão brasileira, acumulando passagens por formatos variados como Mago da Cozinha, no Fantástico, Top Chef Brasil, Que Seja Doce, The Taste Brasil e Perto do Fogo. Sua experiência diante das câmeras ajuda a conduzir o programa com naturalidade e segurança.

Ao contrário de outros realities gastronômicos em que o chef assume apenas a função de apresentador, jurado ou mentor, aqui Bronze também compete. Essa dinâmica cria uma sensação de desafio constante e aproxima o público da disputa, já que existe uma curiosidade natural em saber se o renomado chef conseguirá ou não vencer seus convidados.

Ainda assim, o programa não apresenta grandes novidades dentro do gênero. A estrutura segue praticamente a mesma fórmula já explorada em diversos realities culinários: cronômetro correndo, tensão na cozinha, pratos sofisticados e julgamento às cegas. Não há exatamente uma reinvenção do formato, mas existe competência na execução.

Iluminação escura compromete experiência visual do programa

O principal problema de No Fogo com Bronze está na direção de arte e, principalmente, na iluminação. Para reforçar a ideia de calor, fogo e brasa, o programa aposta em tons quentes, avermelhados e em uma cozinha com baixa luminosidade. A intenção estética é compreensível e conversa com o conceito da atração, mas o resultado visual acaba causando estranhamento.

Em muitos momentos, a sensação é de que os participantes estão cozinhando praticamente no escuro. Isso interfere não apenas na estética, mas também na percepção de conforto visual do telespectador. Em programas culinários, a comida costuma ser um espetáculo visual, e a iluminação exerce papel fundamental para valorizar ingredientes, texturas e preparos.

A comparação com realities mais tradicionais de churrasco, como o antigo BBQ Brasil, exibido pelo SBT, é inevitável. Enquanto produções do gênero geralmente apostam em ambientes abertos, claros e visualmente acolhedores, No Fogo com Bronze opta por um clima mais fechado e dramático — uma decisão estilística que pode dividir opiniões.

Reality do GNT acerta na agilidade e no entretenimento leve

Apesar das ressalvas visuais, No Fogo com Bronze funciona bem como entretenimento leve. O programa não enrola, vai direto ao ponto e consegue manter um ritmo agradável do começo ao fim. A edição dinâmica ajuda a condensar as duas horas e meia de preparo em poucos minutos sem perder a compreensão do processo culinário.

Além disso, o reality desperta curiosidade pelas receitas e pelos métodos de preparo na brasa, apresentando pratos sofisticados e criativos que podem até servir de inspiração para quem gosta de cozinhar em casa.

No fim das contas, No Fogo com Bronze não revoluciona os realities gastronômicos, mas entrega exatamente aquilo que promete: uma disputa culinária descontraída, conduzida por um chef carismático e experiente. Se conseguir ajustar melhor sua identidade visual nas próximas temporadas, a atração tem potencial para se tornar uma das apostas mais sólidas do GNT no segmento gastronômico.

O texto Felipe Bronze aposta no fogo e no carisma, mas iluminação atrapalha novo reality culinário do GNT foi publicado primeiro no Observatório da TV.