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Deolane Bezerra é presa em operação contra lavagem de dinheiro do PCC

Operação Vérnix apura milhões em lavagem de dinheiro do PCC com bloqueio de bens

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Foto: Reprodução/Instagram

A Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo prenderam na manhã desta quinta-feira (21) a influenciadora e advogada Deolane Bezerra em Alphaville, na Grande São Paulo. A prisão ocorreu no âmbito da Operação Vérnix, que apura um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

As investigações tiveram origem em 2019, quando a apreensão de manuscritos e bilhetes dentro da Penitenciária II de Presidente Venceslau revelou ordens internas da facção, registros de movimentações financeiras e conexões entre integrantes do alto escalão do grupo criminoso.

Bloqueio de R$ 357 milhões e 39 veículos de luxo

Deolane Bezerra
Deolane Bezerra. Foto: Reprodução / Redes sociais

Os investigadores identificaram dezenas de transferências fracionadas nas contas de Deolane entre 2018 e 2021, que somadas chegaram a quase R$ 700 mil. Parte dos valores teria partido de um homem da Bahia que recebe salário mínimo e é suspeito de atuar como “laranja” no esquema. Segundo o Ministério Público, os depósitos não foram declarados formalmente. A Justiça determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 27 milhões em contas vinculadas à influenciadora.

No total, os bloqueios patrimoniais da operação ultrapassam R$ 357 milhões. Também foram apreendidos 39 veículos de luxo avaliados em mais de R$ 8 milhões. Mandados de busca foram cumpridos em imóveis de Deolane em Barueri e em outros endereços ligados aos investigados — incluindo um influenciador digital considerado filho de criação dela e um contador.

Marcola e familiares entre os alvos

A operação cumpriu seis mandados de prisão preventiva. Entre os presos estão Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como líder máximo do PCC, seu irmão Alejandro Camacho e dois sobrinhos: Paloma Sanches Herbas Camacho e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho.

Também foi preso Everton de Souza, o “Player”, apontado como operador financeiro do grupo. Mensagens interceptadas o mostram orientando a distribuição de valores e indicando contas usadas nas movimentações investigadas. Segundo os investigadores, uma transportadora de cargas de Presidente Venceslau teria sido usada para lavar dinheiro da família de Marcola.

Deolane havia passado as últimas semanas em Roma, na Itália, e retornou ao Brasil na quarta-feira (20/5). Durante as investigações, o nome dela chegou a ser inserido na lista de Difusão Vermelha da Interpol.