Rio
Falso taxista acusado de ajudar quadrilha a assaltar farmácias é preso no Rio
Tecnologia do Cerco Eletrônico gerou centenas de alertas e ajudou a polícia na Zona Sul
Um homem acusado de integrar uma quadrilha que assaltava farmácias na Zona Sul do Rio foi detido nesta quarta-feira (20). O suspeito utilizava um falso taxista para dar fuga aos comparsas e foi localizado em Botafogo após um intenso trabalho de inteligência policial.
A prisão foi realizada por agentes da 15ª DP (Gávea) com o suporte tecnológico da prefeitura. O grupo criminoso já era alvo de investigações e, com a nova captura, chega a três o número de membros da organização que foram retirados de circulação.
O monitoramento do veículo utilizado nos crimes começou em 15 de maio, quando a placa do automóvel foi inserida no sistema de vigilância municipal. Ao longo de cinco dias de acompanhamento, a central de inteligência gerou 451 alertas em tempo real, permitindo rastrear o histórico completo de deslocamentos do carro pela cidade.
Monitoramento por câmeras mapeou rotas de criminosos
A partir dos dados fornecidos pela CIVITAS Rio, os investigadores conseguiram reconstruir os trajetos feitos pelos assaltantes e identificar padrões de comportamento. O mapeamento técnico apontou que o falso táxi circulava com frequência por bairros da Zona Sul, o que possibilitou a abordagem estratégica do suspeito.
Durante o processo de análise, os agentes também encontraram evidências de que o veículo utilizava uma placa clonada para tentar burlar a fiscalização. As informações técnicas foram transformadas em provas que sustentam o inquérito sobre a atuação da quadrilha na região.
O chefe executivo da central de monitoramento, Davi Carreiro, explicou que o cerco eletrônico torna o anonimato de criminosos quase impossível no Rio. Ele reforçou que o trabalho integrado com a polícia permitiu “acompanhar deslocamentos e identificar padrões de circulação” que resultaram na prisão do motorista.