Rio
Após infarto de advogado, Jairinho pede filho como novo defensor no caso Henry
Luís Fernando, de 28 anos, defende o pai Jairo Souza Júnior no caso Henry após infarto do advogado Fabiano TadeuJairinho solicitou formalmente à Justiça que seu filho assuma o comando de sua defesa técnica. O pedido foi apresentado nesta segunda-feira (25), durante o julgamento que apura a morte do enteado dele, Henry Borel, ocorrida em março de 2021.
A substituição foi motivada por um problema de saúde de Fabiano Tadeu Lopes, advogado que liderava a banca e sofreu um infarto no último sábado. O réu argumentou à juíza Elizabeth Machado Louro que, sem Lopes, o exercício da defesa ficaria prejudicado, pois ele “é quem tem conhecimento dos fatos para demonstrar aos jurados a verdade”.
Transferência de presídio e andamento do júri
O julgamento foi retomado após interrupção iniciada em março. Na sessão, a magistrada também analisou pedidos do Ministério Público, incluindo a transferência do ex-vereador de Bangu 8 para a penitenciária de segurança máxima Bangu 1.
O réu responde por homicídio qualificado, tortura e coação de testemunhas no processo que apura a morte da criança de 4 anos, que chegou ao hospital com hemorragia e lesões internas.
Monique Medeiros, mãe da vítima e também ré, teve a prisão preventiva restabelecida em 17 de abril por decisão do ministro Gilmar Mendes, confirmada por unanimidade pela Segunda Turma do STF. Ela é acusada de homicídio qualificado por omissão, tortura e coação.

Perfil do novo defensor e tese de negligência
O novo advogado indicado, Luís Fernando Abidu Figueiredo Santos, tem 28 anos e é graduado em Direito desde 2022. Ele acompanha o caso desde o início e já havia participado das etapas iniciais do processo como testemunha, quando defendeu publicamente a conduta do pai.
A linha de defesa trabalhada por Luís Fernando foca na possibilidade de falha no atendimento hospitalar. Segundo essa tese, Henry teria sofrido um acidente doméstico ao cair da cama e as complicações fatais teriam surgido devido à atuação inadequada da equipe médica que prestou o socorro.
O filho do réu afirma que a responsabilidade pelo falecimento deve ser atribuída aos profissionais de saúde. Para o novo defensor, a criança faleceu “em decorrência de um erro médico“, alegando que as manobras de ressuscitação e os primeiros procedimentos de emergência foram falhos.