Brasil
Anvisa aprova primeira caneta emagrecedora similar ao Ozempic no Brasil
Medicamento Ozivy usa o mesmo princípio ativo do Ozempic e pode ampliar o acesso ao tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade no país.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária publicou, na terça-feira (26/05), o registro do medicamento Ozivy, a primeira caneta emagrecedora análoga à Ozempic liberada para comercialização no Brasil.
O composto usa o mesmo princípio ativo do Ozempic, que teve a patente expirada em março deste ano.
O pedido de registro do medicamento chegou em 2023 e passou pelo processo técnico de comprovação de eficácia, segurança e qualidade, e será apresentado como uma solução injetável em formato de caneta de uso semanal.
A endocrinologista Fernanda Parra contou para a Super Rádio Tupi a importância da aprovação do medicamento, afirmando que isso representa um marco importante para a medicina e para a indústria farmacêutica brasileira.
“Primeiro, porque amplia a capacidade nacional de produzir medicamentos de alta complexidade. E segundo, porque pode aumentar a concorrência e futuramente favorecer o maior acesso à população a essas medicações.” – explicou a médica, argumentando que, se há concorrência, os valores serão mais acessíveis e que ter mais opções seguras e reguladas é algo positivo para a população.
Ozivy poderá ser usado para o tratamento de adultos com diabetes tipo 2, como uma ajuda à dieta, mas a médica ressaltou a importância do acompanhamento médico correto.
“Nós vemos um momento em que as chamadas canetas emagrecedoras ganharam muita visibilidade, mas elas não substituem mudança de estilo de vida, não substituem uma boa alimentação, fazer atividade física e muito menos acompanhamento médico.” – declarou Fernanda, afirmando que o melhor tratamento é aquele que é individualizado, ao invés do que virou tendência nas redes sociais.
Após o registro na Anvisa, o medicamento poderá ser comercializado após a aprovação do preço máximo pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos, com a empresa que detém o registro decidindo quando o medicamento será colocado à venda.
Vale lembrar que para que o produto esteja disponível no Sistema Único de Saúde, ele precisa ser avaliado e recomendado por uma comissão no SUS e aprovado pelo Ministério da Saúde.