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Nasa lança missão inédita para resgatar telescópio que cai na Terra
Agência espacial usará nave robótica para salvar o observatório Swift: uma operação desafiadora e que pode prolongar a vida útil do equipamento
A NASA está prestes a embarcar em uma de suas missões mais ousadas: um resgate espacial para salvar o Observatório Neil Gehrels Swift, um telescópio veterano que está lentamente caindo em direção à Terra. Em uma parceria com a empresa Katalyst Space Technologies, a agência espacial lançará uma nave robótica para dar um “empurrão” no Swift, colocando-o de volta em uma órbita estável e prolongando sua valiosa vida científica.
Por que o telescópio Swift está caindo?
Lançado em 2004, o Swift tem sido fundamental para o estudo de explosões de raios gama, os eventos mais energéticos do universo. No entanto, após duas décadas em órbita baixa, o atrito sutil com as camadas mais externas da atmosfera terrestre — conhecido como arrasto atmosférico — fez com que sua órbita decaísse gradualmente. Atualmente, o telescópio Swift orbita a uma altitude de aproximadamente 400 quilômetros. Para ganhar tempo enquanto a missão de resgate era preparada, a NASA já tomou medidas para diminuir a velocidade da queda, colocando o observatório em uma orientação de baixo arrasto e reduzindo suas operações científicas.
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Como vai funcionar o resgate?
A missão, parte de um contrato de US$ 30 milhões, utiliza a nave robótica Link, desenvolvida pela Katalyst em um tempo recorde de cerca de nove meses. A Link será lançada e se acoplará ao Swift no espaço. Uma vez conectada, ela usará seus próprios propulsores para elevar a órbita do telescópio, um procedimento que pode estender sua vida útil por potencialmente mais duas décadas.
O método de lançamento é particularmente inovador. Em vez de uma decolagem vertical tradicional, um foguete Pegasus XL carregando a nave Link será lançado do avião Stargazer sobre o Atol de Kwajalein, nas Ilhas Marshall. Essa técnica de lançamento aéreo foi escolhida para alcançar com precisão a órbita inclinada e única do Swift de maneira mais eficiente.
Quais são os riscos e o cronograma?
A missão é uma verdadeira corrida contra o tempo. O lançamento está agendado para 27 de junho de 2026, e a janela de oportunidade é crítica. Os engenheiros calculam que, se o Swift descer abaixo de 300 quilômetros de altitude, o que está previsto para ocorrer entre outubro de 2026 e janeiro de 2027, o arrasto atmosférico se tornará forte demais, tornando o resgate impossível.

Por que esta missão é tão importante?
Além de salvar um observatório científico de valor inestimável, a missão é um teste crucial para o futuro da manutenção de satélites em órbita. “Estamos demonstrando uma nova capacidade para a NASA e para a indústria”, afirmou Shawn Domagal-Goldman, astrofísico do Goddard Space Flight Center da NASA, quando a parceria foi anunciada em setembro de 2025. O sucesso da operação pode estabelecer um novo padrão para a sustentabilidade espacial, provando que é mais viável e econômico consertar e impulsionar satélites existentes do que substituí-los.
Nota de Transparência
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