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Maiores que Júpiter, mas mais leves que algodão-doce: astrônomos descobrem dois planetas “super-puff”

Astrônomos encontram dois mundos maiores que Júpiter e incrivelmente leves

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Maiores que Júpiter, mas mais leves que algodão-doce: astrônomos descobrem dois planetas "super-puff"
Ilustração mostrando a estrela do tipo solar TOI-791 e os dois planetas gigantes TOI-791 b e TOI-791 c, descobertos pelo telescópio espacial TESS da NASA. Embora sejam semelhantes em tamanho a Júpiter, os dois exoplanetas têm densidade extremamente baixa, sendo considerados planetas "super-puff". Foto: Profimedia Citește mai mult la: https://www.digi24.ro/stiri/sci-tech/mai-mari-decat-jupiter-dar-mai-usoare-decat-vata-de-zahar-astronomii-au-descoperit-doua-planete-super-puff-3832671 Informaţiile publicate pe site-ul Digi24.ro pot fi preluate, în conformitate cu legislația aplicabilă, doar în limita a 120 de caractere.

A astronomia acaba de ganhar mais um capítulo surpreendente com a descoberta de dois exoplanetas classificados como super-puff. Apesar de serem maiores que Júpiter em tamanho, esses mundos apresentam uma densidade extremamente baixa, sendo comparados ao algodão-doce pela leveza de sua estrutura. A descoberta ajuda os cientistas a compreender melhor como os planetas se formam e evoluem em diferentes sistemas estelares.

O que são os planetas super-puff?

Os chamados super-puff são exoplanetas que possuem dimensões gigantescas, mas uma massa relativamente pequena. Como resultado, sua densidade é extremamente baixa, muito inferior à dos gigantes gasosos conhecidos do Sistema Solar.

Essa característica faz com que esses corpos celestes apresentem atmosferas muito extensas e uma composição que ainda desafia os modelos tradicionais da formação planetária.

Maiores que Júpiter, mas mais leves que algodão-doce: astrônomos descobrem dois planetas "super-puff"
Dois exoplanetas super-puff gigantes orbitando uma estrela distante

Por que esses planetas intrigam os astrônomos?

Normalmente, espera-se que planetas do tamanho de Júpiter possuam grande massa e intensa gravidade. No entanto, os super-puff apresentam exatamente o oposto, tornando-se objetos raros e difíceis de explicar.

Entre as características que chamam a atenção estão:

  • Raio maior que o de Júpiter.
  • Densidade extremamente baixa.
  • Atmosferas muito expandidas.
  • Massa relativamente pequena para seu tamanho.
  • Estrutura ainda pouco compreendida pela ciência.

Como esses exoplanetas foram descobertos?

Os pesquisadores utilizaram técnicas modernas de observação, como o método do trânsito, que detecta pequenas reduções no brilho de uma estrela quando um planeta passa à sua frente. A combinação desses dados com medições de massa permitiu calcular a densidade extremamente baixa dos dois mundos.

Essas observações são realizadas por telescópios espaciais e terrestres equipados com instrumentos de alta precisão.

Maiores que Júpiter, mas mais leves que algodão-doce: astrônomos descobrem dois planetas "super-puff"
Dois exoplanetas super-puff gigantes orbitando uma estrela distante

Como pode existir um planeta tão grande e tão leve?

Uma das hipóteses é que esses exoplanetas possuam núcleos relativamente pequenos envolvidos por enormes camadas de hidrogênio e hélio, formando atmosferas extremamente infladas. Outra possibilidade é que estejam passando por processos de perda gradual de massa devido à intensa radiação emitida por suas estrelas.

Os cientistas ainda investigam fatores como:

  • Composição química da atmosfera.
  • Temperatura do planeta.
  • Influência da estrela hospedeira.
  • Histórico de formação do sistema planetário.
  • Evolução da estrutura ao longo de bilhões de anos.

O que essa descoberta representa para a astronomia?

Os novos planetas super-puff reforçam que o Universo abriga uma diversidade muito maior de mundos do que se imaginava há poucas décadas. Cada exoplaneta identificado amplia o conhecimento sobre os diferentes caminhos da formação planetária e desafia teorias consolidadas.

Com telescópios cada vez mais avançados, os astrônomos esperam estudar esses gigantes de baixa densidade em maior detalhe, analisando suas atmosferas e composição. Essas pesquisas poderão revelar como surgem planetas tão incomuns e contribuir para uma compreensão mais completa da enorme variedade de sistemas planetários existentes na Via Láctea.