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Cientistas registram o “tubarão mais feio da Terra” vivendo nas profundezas do oceano
Vídeo raro de 20 segundos registra tubarão-duende vivo pela primeira vez
Uma gravação de apenas 20 segundos chamou a atenção da comunidade científica ao registrar um raro tubarão de águas profundas em seu habitat natural. Conhecido por sua aparência incomum e frequentemente apelidado de “tubarão mais feio da Terra”, o animal foi observado vivo em um ambiente onde encontros desse tipo são extremamente raros. As imagens representam uma oportunidade importante para ampliar o conhecimento sobre espécies que vivem nas regiões mais profundas dos oceanos.
Qual é o tubarão que surpreendeu os pesquisadores?
O animal registrado pertence a um grupo de tubarões de águas profundas que raramente são observados vivos. Adaptado a ambientes escuros e de alta pressão, ele apresenta características físicas bastante diferentes das espécies mais conhecidas.
Seu focinho alongado, corpo flácido, olhos pequenos e coloração discreta contribuíram para que recebesse o apelido popular, embora essas características sejam adaptações essenciais para sobreviver nas profundezas marinhas.

Por que o vídeo é tão importante para a ciência?
Grande parte do conhecimento sobre tubarões de águas profundas vem de exemplares encontrados acidentalmente em redes de pesca. Registros em ambiente natural são extremamente raros e permitem observar o comportamento da espécie sem interferência humana.
As imagens ajudam os pesquisadores a analisar:
- Forma de natação.
- Comportamento no habitat natural.
- Características anatômicas.
- Adaptação às grandes profundidades.
- Interação com o ambiente marinho.
Como esse tubarão consegue viver em águas tão profundas?
As regiões abissais dos oceanos apresentam pressão extremamente elevada, temperaturas muito baixas e ausência total de luz solar. Para sobreviver nessas condições, o tubarão desenvolveu adaptações que incluem metabolismo mais lento, corpo flexível e sentidos especializados para localizar presas.
Essas características permitem que ele ocupe um ambiente praticamente inacessível para a maioria das espécies marinhas.
Confira a publicação do Minderoo-UWA Deep-Sea Research Centre, no YouTube, com a mensagem “A glimpse of the Goblin Shark – Mitsukurina owstoni”, destacando imagens de um raro tubarão-duende em seu habitat natural, registro científico da espécie e observações sobre sua biologia marinha, e o foco em divulgar conhecimento sobre a biodiversidade das profundezas oceânicas:
Por que tantas criaturas das profundezas parecem incomuns?
Os animais que vivem em grandes profundidades evoluíram em condições muito diferentes das encontradas próximo à superfície. Como consequência, desenvolveram formas corporais e estratégias de sobrevivência que podem parecer estranhas aos olhos humanos.
Entre as adaptações mais comuns estão:
- Olhos reduzidos ou altamente especializados.
- Corpos adaptados à alta pressão.
- Metabolismo de baixo consumo energético.
- Camuflagem em ambientes escuros.
- Mandíbulas adaptadas para capturar presas escassas.
O que essa descoberta revela sobre os oceanos?
O registro reforça que as profundezas marinhas continuam sendo uma das regiões menos exploradas do planeta. A cada nova expedição, cientistas encontram espécies raras e comportamentos que ajudam a compreender melhor a biodiversidade dos oceanos.
Embora o apelido de “tubarão mais feio da Terra” desperte curiosidade, sua aparência representa milhões de anos de evolução em um ambiente extremo. A gravação oferece uma rara oportunidade de observar esse animal em seu habitat natural e destaca a importância das pesquisas para revelar os segredos ainda escondidos nas grandes profundidades oceânicas.