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A “Pérola do Atlântico” surpreende com a única praia sul-americana premiada por 16 anos seguidos
O destino litorâneo que conquistou um feito inédito com 16 anos seguidos.
Guarujá, no litoral de São Paulo, reúne muito mais do que praias famosas. Localizada a menos de 100 km da capital paulista, a Pérola do Atlântico ocupa a Ilha de Santo Amaro, onde fortalezas históricas, sítios arqueológicos e paisagens preservadas convivem com um dos destinos turísticos mais tradicionais do país.
Como Guarujá ganhou o apelido de Pérola do Atlântico
O título de Pérola do Atlântico surgiu no final do século XIX, quando a Companhia Prado Chaves implantou, em 1893, uma sofisticada vila balneária voltada à elite paulista. O projeto incluía 46 casas pré-fabricadas importadas dos Estados Unidos, o luxuoso Grand Hotel La Plage, cassino, iluminação elétrica, sistema de esgoto e até o Tramway de Guarujá, ferrovia que ligava o estuário à Praia de Pitangueiras — infraestrutura rara para o Brasil daquele período.
Muito antes da urbanização, a ilha já era ocupada por povos pescadores-coletores. Pesquisas da Universidade de São Paulo (USP) identificaram 15 sambaquis espalhados pelo território, dos quais 12 são registrados pelo IPHAN. Esses sítios arqueológicos, com vestígios de até 8 mil anos, mostram que a história de Guarujá começou muito antes da fama como balneário e ajudam a explicar sua importância para o patrimônio histórico e cultural brasileiro.

Quais praias merecem um dia inteiro no Guarujá?
A ilha tem praias para todos os estilos, do agito urbano ao isolamento selvagem. Algumas ficam a poucos passos do centro, outras exigem trilha ou barco.
- Praia do Tombo: 856 metros de extensão e ondas fortes que atraem surfistas. Carrega o selo internacional Bandeira Azul há 16 anos consecutivos, recorde na América do Sul em certificação de qualidade ambiental.
- Praia da Enseada: a maior do município, com 7 km de orla, ciclovia, quiosques e esportes náuticos. Abriga o Acqua Mundo, aquário com mais de 1,4 milhão de litros de água em 49 recintos.
- Praia de Pitangueiras: coração comercial e gastronômico da cidade. O Píer Tony Villela é ponto obrigatório para ver o pôr do sol.
- Praia de Pernambuco: águas calmas e cristalinas cercadas por morros verdes. Na maré baixa, um banco de areia conecta a praia à Ilha do Mar Casado, permitindo a travessia a pé.
- Praias de Iporanga e São Pedro: dentro do Parque Serra do Guararu, com acesso controlado e mata atlântica intocada. Enseadas de areia fina e mar transparente que lembram o Caribe.
Qual é o sabor da cozinha caiçara da ilha?
A gastronomia do Guarujá gira em torno do peixe fresco e dos frutos do mar que chegam direto das colônias de pescadores. Os restaurantes concentram-se nas orlas de Pitangueiras, Enseada e Perequê.
- Camarão na moranga: clássico do litoral paulista, servido dentro da abóbora assada. Encontrado em praticamente toda a orla.
- Peixe à caiçara: preparado com banana, tomate e temperos locais, herança das comunidades tradicionais da ilha.
- Casquinha de siri: petisco servido nos quiosques de praia, acompanhado de limão e farinha.
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Quando o clima favorece cada tipo de passeio?
O clima é tropical úmido, com verão quente e chuvoso e inverno mais seco e ameno. O inverno é a melhor época para trilhas e visitas às fortalezas, enquanto o verão garante o mar mais quente para banho.
Temperaturas aproximadas com base no Climatempo. Condições podem variar.
Como chegar à ilha saindo de São Paulo?
Guarujá fica a cerca de 87 km da capital. O caminho mais comum é pelas rodovias Anchieta (SP-150) ou Imigrantes (SP-160) até a Cônego Domênico Rangoni, seguindo para a balsa em Santos. A travessia de balsa dura cerca de 10 minutos e opera 24 horas. De ônibus, há partidas frequentes do Terminal Jabaquara, em São Paulo, com tempo de viagem de aproximadamente 1h30.

Cruze a balsa e sinta a areia da Pérola sob os pés
Poucos destinos no litoral brasileiro reúnem sambaquis pré-históricos, uma fortaleza colonial candidata a Patrimônio da Humanidade e a praia mais premiada do continente na mesma ilha. Guarujá entrega tudo isso a pouco mais de uma hora da maior metrópole da América do Sul, com a simplicidade de quem só precisa de uma balsa para trocar o concreto pelo mar.
Você precisa atravessar o estuário, caminhar pela areia do Tombo e deixar que as muralhas da Barra Grande contem o que quatro séculos de história guardaram entre as rochas.