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“Aqui já prendemos Ronaldinho”: Senadora paraguaia faz nova ameaça a Mbappé
Após ataques racistas, Celeste Amarilla se diz vítima e exige retratação do jogadorA senadora paraguaia Celeste Amarilla ameaçou processar Kylian Mbappé nesta terça-feira (7) e usou o caso de Ronaldinho Gaúcho como aviso ao atacante francês. “Aqui nós já prendemos o Ronaldinho”, declarou em coletiva de imprensa. “Não me subestime, Mbappé. Eu posso te processar por violência de gênero, violência política contra a mulher. Isso é grave”.
A parlamentar afirma que Mbappé praticou violência de gênero ao chamá-la de “mulher desprezível e indigna do cargo” em resposta às ofensas racistas que ela publicou nas redes sociais após a eliminação do Paraguai para a França nas oitavas da Copa do Mundo. “Você me insulta porque sou mulher. Você ataca minha dignidade como mulher e como representante política”, escreveu Amarilla em carta aberta no X.
Série de ataques racistas ao craque
O confronto começou no sábado, quando a senadora publicou mensagens de cunho racista no X, atacando a aparência e a origem do jogador. “Esse bruto nem aprendeu a escrever. Em vez de leite materno, mamou em cocos”, disse em um dos posts. Em outro, chamou Mbappé de “um camaronês colonizado, fingindo ser francês, ressentido, novo-rico, arrogante e feio”. O atacante é filho de pai camaronês com mãe argelina, mas nasceu em Paris.
Madame Celeste Amarilla,
— Kylian Mbappé (@KMbappe) July 6, 2026
Vous êtes une femme méprisable et indigne de sa fonction.
Vous ne représentez pas le Paraguay, ce pays qui a transpiré la passion et l’honneur tout au long de la compétition. Par votre inconscience et votre racisme décomplexé, le monde entier a déjà… pic.twitter.com/EnYmgQXvPL
Na segunda-feira, Mbappé respondeu com uma publicação direta: “Madame Celeste Amarilla, você é uma mulher desprezível e indigna de sua função. Você não representa o Paraguai, esse país que transpirou paixão e honra ao longo de toda a competição.”
Foi essa resposta que levou Amarilla a convocar a coletiva desta terça e a anunciar possíveis medidas legais. Em carta aberta publicada antes da coletiva, a senadora também exigiu retratação pública do jogador. “Eu sou uma senadora da Nação Paraguaia, eleita pelo povo”, afirmou. “Você não tem o direito de dizer que eu sou indigna do cargo que ocupa.”