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A Capital Nacional da Vela: a maior ilha marítima do Brasil tem 42 praias e mais de 80% de mata preservada
A maior ilha marítima do Brasil preserva mais de 80% de sua vegetação.
Uma lei federal de 2011 oficializou o título que os velejadores já usavam há décadas. Ilhabela, no litoral norte paulista, é a única Capital Nacional da Vela do país e ainda guarda uma das reservas de Mata Atlântica mais preservadas do Brasil.
A ilha que Vespúcio viu antes de virar Ilhabela
O navegador Américo Vespúcio avistou o arquipélago em 1502 e batizou a região de São Sebastião. O nome atual só chegou em 1945, depois de um movimento popular contra a designação oficial de Formosa, imposta pelo governo federal na época.
Hoje o município é um arquipélago com 14 ilhas e é reconhecido pelo Circuito Litoral Norte de São Paulo como o único município-arquipélago marinho do estado. A herança caiçara continua viva em comunidades que ainda praticam a pesca artesanal dentro do Parque Estadual de Ilhabela (PEI).
A Capital da Vela ganhou o título oficialmente com a Lei Federal nº 12.457, sancionada em 26 de julho de 2011, segundo a Prefeitura de Ilhabela. Os ventos constantes no Canal de São Sebastião transformaram a ilha em referência para velejadores da América do Sul.

O que fazer entre as 42 praias e o parque estadual?
A ilha se divide em dois mundos: o lado voltado para o continente concentra praias com infraestrutura e o lado oceânico guarda os cenários selvagens. O PEI ocupa mais de 80% do território e abriga cachoeiras, trilhas e mirantes.
- Praia de Castelhanos: cartão-postal em formato de coração, acessível por jipe 4×4 pela travessia do parque ou por barco.
- Ilha das Cabras: Santuário Ecológico Submarino desde 1992, com a estátua de Netuno afundada a 6 metros e mergulho entre tartarugas.
- Praia do Bonete: comunidade caiçara preservada com acesso por trilha de 15 km ou barco, procurada por surfistas.
- Praia do Perequê: a mais estruturada da ilha, com ciclovia, calçadão e balsa a poucos metros. Boa base para quem chega.
- Cachoeira da Toca: uma das mais visitadas do parque, com toboágua natural e piscinas de água doce cristalina.
- Vila (Centro Histórico): ruas de paralelepípedo, igrejas centenárias e a antiga cadeia de 1803 que hoje abriga o Centro de Visitantes do parque.
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A gastronomia do mar segue o ritmo da pesca
Cada estação traz um peixe ou fruto do mar para as mesas dos restaurantes locais. Os festivais gastronômicos organizados pela prefeitura marcam o calendário culinário ao longo do ano.
- Camarão na moranga: prato símbolo do Festival do Camarão, o mais famoso da cidade, realizado no segundo semestre.
- Peixe grelhado na folha de bananeira: preparo caiçara tradicional, servido em quiosques à beira-mar em quase todas as praias urbanas.
- Casquinha de siri: entrada típica das mesas da Vila, com o siri catado à mão e gratinado no forno.
- Lula à dorê: destaque do Festival da Lula, que abre o calendário gastronômico no início do ano.
- Pastel de pupunha: recheio com palmito nativo colhido nas áreas de amortecimento do parque, servido em bares do centro.
Quando o clima favorece cada tipo de passeio?
O verão é chuvoso e movimentado, com dias longos e mar quente. O inverno traz ventos ideais para a vela, mata verde após as chuvas e é o melhor período para avistar baleias-jubarte na costa.
Temperaturas aproximadas com base no Climatempo. Condições podem variar.

Como chegar à maior ilha marítima do país?
A única forma de chegar à ilha é pela balsa que sai de São Sebastião. A travessia leva cerca de 15 minutos e funciona 24 horas, com pagamento da Taxa de Preservação Ambiental para veículos.
De São Paulo, o trajeto até São Sebastião é de aproximadamente 210 km pela Rodovia Ayrton Senna e a Rodovia dos Tamoios. Os aeroportos mais próximos são Guarulhos e São José dos Campos, com opções de transfer até o terminal da balsa.
Uma ilha para conhecer o ano inteiro
A Capital da Vela junta praia selvagem, mergulho em santuário submarino, mata preservada e uma cozinha que muda com as estações do mar. Poucos destinos brasileiros oferecem tanta variedade em um mesmo arquipélago.
Você precisa atravessar de balsa e conhecer Ilhabela, a ilha que Vespúcio comparou ao paraíso há mais de 500 anos.