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Colombiano morre baleado pelo ICE nos EUA; vizinho relata: “Muito traumático”
Joan Sebastian Guerrero, 26 anos, foi baleado em Biddeford, no estado do Maine, em circunstâncias ainda não esclarecidas
Era por volta de 7h30 pelo horário de Biddeford, Maine (8h30 em Brasília), quando o arquiteto Daniel Boucher, 71 anos, escutou um som parecido com fogos de artifício. Achou estranho e desceu, correndo, as escadas de casa até a rua. “Vi o carro do ICE (a polícia da Imigração) tentando cercar um sedã branco menor. O sedã seguiu em direção à esquina onde moro. O ICE, então, bateu novamente contra o carro branco”, contou ao Correio.
“Os agentes abriram a porta do motorista e o puxaram para fora. Sua cabeça e seu rosto estavam cobertos de sangue. Tentaram uma ressuscitação cardiopulmoar, mas ele morreu. Pude ver sua barriga parando de se mexer. Depois, vi o agente do ICE que atirou nele passar por mim, a cerca de seis metros de distância, enquanto um colega o consolava. E disse a ele o que pensava sobre aquilo, e ele me respondeu que a vítima ‘tinha tentado atropelá-lo’. Foi muito traumático”, acrescentou Boucher.
En Estados Unidos, en donde Abelardo de la Espriella ganó con el 80,57% de la votación, el ICE acaba de asesinar a un colombiano de 26 años con permiso de trabajo y que no estaba cometiendo ningún delito.
— Esther Castro (@EstherCastroL) July 13, 2026
Lo hirieron, lo dejaron caer del carro, lo esposaron y murió.
La crueldad… pic.twitter.com/hEWTIu3WRG
O incidente que levou à morte de Joan Sebastian Guerrero, um colombiano de 26 anos e pai de uma menina, provocou uma onda de protestos na cidade de 22,5 mil habitantes. As circunstâncias do assassinato estão sob investigação. De acordo com o gabinete do procurador-geral do Maine, um agente do ICE relizava uma operação para cumprir uma definitiva de expulsão dos EUA “quando o indivíduo tentou fugir em um veículo na direção do oficial e foi abatido”. O jornal local Portland Press Herald, no entanto, divulgou que Guerrero não era o alvo da operação do ICE.
Vizinho de Guerrero, o guatemalteco Nelson Elias relatou ao Correio que escutou seis disparos na manhã desta segunda-feira. “Saí de casa para ver o que tinha acontecido. Eu o vi estirado na rua. Sua esposa e sua filha estavam ali, chorando, inconsoláveis”, disse. “Foi terrível de se ver, porque ele era meu vizinho e eu o via com frequência. Era uma pessoa muito tranquila e calada. Creio que Joan estava focado em fazer seu trabalho e em cuidar da família.”