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Ambulantes do Rio protestam contra Tolerância Zero antes de novas regras

Trabalhadores da orla do Rio cobram fim da repressão e apoio para regularização

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Vendedores da orla do Rio protestam por diálogo e regularização. Foto: Divulgação

Ambulantes que atuam nas areias do Rio de Janeiro protestaram nesta quarta-feira (15) contra a implementação do programa Tolerância Zero. O ato ocorreu em frente ao hotel Copacabana Palace, na véspera do início das novas regras de ordenamento e fiscalização na orla.

As medidas da Prefeitura do Rio passam a valer nesta quinta-feira (16), com monitoramento ininterrupto em cinco bairros da Zona Sul. A operação foca no combate ao comércio irregular e à desordem urbana nos pontos de maior movimento.

Fiscalização permanente começa nesta quinta na orla

Agentes da Seop atuarão 24 horas por dia em trechos que abrangem do Leme ao Leblon. O planejamento prevê o confisco de carrinhos sem autorização, o bloqueio do abastecimento de mercadorias clandestinas e o veto ao uso de caixas de som durante o período noturno.

A mobilização, liderada pelo Sindinformal e pelo Movimento Unido dos Camelôs (Muca), é um desdobramento de um ato ocorrido em 8 de maio, marcado por confrontos. Os trabalhadores pedem auxílio para formalização e criticam a postura repressiva do governo municipal.

José Mauro Santiago, representante da categoria, ressaltou que os profissionais buscam o sustento familiar de forma honesta. “Não dá mais para aceitar tamanho desrespeito. Precisamos de apoio para a regularização, não repressão”, declarou.

Categoria cobra agilidade na liberação de licenças

Atualmente, a capital fluminense possui cerca de 10.500 licenças para ambulantes, sendo 1.550 na Zona Sul e 600 em Copacabana. No entanto, os manifestantes alegam que a demora na emissão dessas permissões trava o processo de trabalho legalizado.

O grupo também questionou a ausência de representantes da prefeitura e da concessionária Orla Rio em uma audiência pública recente. O encontro, realizado pela Câmara Municipal no dia 5 de maio, visava discutir justamente a situação e os direitos dos trabalhadores das praias.