Rio
Justiça retoma julgamento de irmãos acusados pela morte de Fernando Iggnácio
Sessão é retomada nesta sexta-feira após seis testemunhas serem ouvidas no primeiro dia. Ministério Público e defesas apresentam as alegações finais, e a sentença pode sair ainda hoje
A Justiça do Rio de Janeiro retoma, na manhã desta sexta-feira (17), o júri popular dos irmãos e ex-policiais militares Pedro Emanuel D’Onofre Andrade e Otto Samuel D’Onofre Andrade, acusados de participar do assassinato do contraventor Fernando Iggnácio. Os dois respondem por homicídio triplamente qualificado, por motivo torpe, emprego de meio cruel e uso de emboscada e de recursos que impossibilitaram a defesa da vítima.
O primeiro dia de julgamento ocorreu na quinta-feira (16), no 1º Tribunal do Júri da Capital. Ao longo da sessão, seis testemunhas foram ouvidas. Os réus permaneceram em silêncio durante os interrogatórios. Os trabalhos foram suspensos por volta das 21h20 e retomados às 9h30 desta sexta-feira. A expectativa é que o Ministério Público e as defesas apresentem as alegações finais e que a sentença seja conhecida ao fim do dia.
Como duas testemunhas não compareceram ao tribunal, o juiz Thiago Portes determinou a exibição dos depoimentos prestados anteriormente durante a fase de instrução. Foram reproduzidos os relatos do piloto Diego Tichetti, que conduzia o helicóptero em que estava Fernando Iggnácio, e de Vanessa Mouzo, administradora da empresa Heli-Rio, responsável pelo aluguel da aeronave utilizada pelo bicheiro.
Vítima foi morta a tiros de fuzil
O crime ocorreu em novembro de 2020, quando a vítima foi morta a tiros de fuzil logo após desembarcar de um helicóptero, no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste da capital.
De acordo com o Ministério Público, os irmãos participaram da emboscada que culminou na execução do bicheiro, em um crime ligado à disputa pelo controle do jogo do bicho. Ambos respondem por homicídio triplamente qualificado.
Pelo mesmo caso, um ex-policial militar já foi condenado, enquanto o apontado mandante, o também contraventor Rogério de Andrade, ainda aguarda julgamento em um processo separado.