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Economia

Milhões de brasileiros ainda têm dinheiro esquecido; saiba como verificar

Sistema do Banco Central tem saldo para pessoas e empresas; aprenda a consultar com seu CPF ou CNPJ e receber os valores de forma segura

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Se estas cartas apareceram para você, o dinheiro pode chegar de forma gradual e consistente
Organização financeira contribui para estabilidade ao longo do tempo

O Banco Central (BC) atualizou os dados e informou que R$ 6,241 bilhões em “recursos esquecidos” ainda estão disponíveis para resgate em instituições financeiras. O balanço considera os valores contabilizados até maio deste ano.

O montante é dividido entre pessoas físicas e jurídicas:

  • Pessoas físicas: R$ 4,437 bilhões para 24.080.039 CPFs.
  • Empresas: R$ 1,804 bilhão para 2.274.851 CNPJs.

Em março, o saldo era de R$ 10,6 bilhões. Parte do dinheiro, cerca de R$ 5,7 bilhões, foi encaminhada ao Fundo de Garantia de Operações (FGO) para viabilizar o programa de renegociação de dívidas Desenrola 2.0.

No início de maio, o governo anunciou o uso de R$ 5 bilhões a R$ 8 bilhões dos recursos para oferecer garantias às instituições financeiras no programa. O Tribunal de Contas da União (TCU) apura a operação.

Como consultar o dinheiro esquecido

O sistema do BC permite consultar gratuitamente se pessoas físicas, incluindo falecidas, e empresas têm valores a receber. A verificação é feita pela internet, sem intermediários.

O único site oficial para realizar a consulta e solicitar a devolução do dinheiro é o https://valoresareceber.bcb.gov.br.

Para receber, é preciso informar uma chave PIX. Caso não possua uma, o cidadão deve entrar em contato com a instituição financeira para combinar outra forma de pagamento ou criar uma chave e refazer a solicitação no sistema.

No caso de valores de pessoas falecidas, a consulta só pode ser feita por herdeiro, testamentário, inventariante ou representante legal. É necessário preencher um termo de responsabilidade e, em seguida, contatar as instituições para verificar os procedimentos.

Os recursos podem ter diversas origens, como contas bancárias encerradas com saldo, tarifas cobradas indevidamente ou parcelas de consórcios e cooperativas de crédito.