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Rio corre para concluir obras antes do verão diante de alerta para El Niño
Ação visa evitar atrasos por chuvas fortes e calor intenso; plano inclui piscinão, drenagem em Realengo e recapeamento de 400 ruas na cidade
A Prefeitura do Rio acelerou o cronograma de obras estruturais como forma de prevenção aos efeitos do El Niño na capital. O objetivo é evitar que fenômenos climáticos, como chuva forte ou calor intenso, causem eventuais atrasos.
Uma das principais intervenções é o desvio do Rio Catarino e as obras de drenagem da Rua Bernardo de Vasconcelos, em Realengo. O projeto faz parte do PAC Realengo e, embora tivesse previsão de término para o próximo ano, deve ser entregue ainda este ano, segundo a Secretaria Municipal de Infraestrutura.
As obras para minimizar possíveis alagamentos na região também incluem a construção de um piscinão contra enchentes, com capacidade para 20 milhões de litros de água.
A Secretaria de Infraestrutura informou que o Projeto Bairro Maravilha terá quatro intervenções a mais do que o previsto até o fim do ano. A expectativa é que, até o verão, sejam entregues obras nos seguintes bairros:
- Ilha do Governador
- Coelho Neto
- Acari
- Vicente de Carvalho
- Taquara
- Paciência
- Santa Cruz
- Sepetiba
As ações incluem o recapeamento de 400 ruas. O investimento previsto para o programa de requalificação urbana é de R$ 1,1 bilhão, considerando obras concluídas, em andamento e em processo de licitação.
Alertas para os efeitos climáticos
Apesar das medidas, o prefeito Eduardo Cavaliere afirmou que a cidade continua sujeita aos efeitos do clima. “É óbvio que boa parte dessas áreas mais sensíveis ainda estão sujeitas a eventos no próximo verão”, disse Cavaliere.
A meteorologista Juliana Hermsdorff, do Alerta Rio, serviço de previsão do tempo da prefeitura, aponta que dados já indicam elevação na temperatura na cidade no fim do inverno. Segundo o sistema, a probabilidade de um El Niño muito forte entre outubro, novembro e dezembro é de 81%.
“Baseado em eventos anteriores desse fenômeno, temos maiores ondas de calor e mais frequentes, com um impacto na elevação da temperatura média, já no fim do inverno, na primavera e no verão”, afirmou a meteorologista.
