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Morre Débora Cruz, voz do carnaval e sobrinha de Arlindo Cruz, aos 45 anos

Artista era filha do compositor Acyr Marques e teve a morte lamentada por escolas de samba como Viradouro, Mocidade e Portela

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Close-up de mulher sorrindo, cabelos crespos, blusa azul turquesa, brincos dourados, fundo escuro
Débora Cruz, cantora e voz marcante do carnaval carioca, em registro de sua trajetória artística. Foto: Reprodução/TV Globo

A cantora Débora Cruz morreu nesta terça-feira (21), aos 45 anos. Filha do compositor Acyr Marques e sobrinha de Arlindo Cruz, a artista teve a morte confirmada por familiares e escolas de samba. A causa não foi divulgada.

Débora, uma das vozes conhecidas do carnaval carioca, havia interrompido a carreira depois de sofrer um AVC. O primo Arlindinho lamentou a perda nas redes sociais e relembrou os momentos que dividiram no palco.

“Hoje a nossa família se despede da sua voz mais linda. Tive a honra de dividir o palco com você, e esses momentos ficarão guardados para sempre na minha memória”, escreveu Arlindinho. “Sua voz será eterna”, completou.

Homenagens à Débora Cruz no mundo do samba

Débora integrava a ala musical da Unidos do Viradouro desde o carnaval de 2024 — já havia cantado na escola em 2016. A agremiação afirmou que a cantora “viverá para sempre na arte, no samba e na memória de toda a Família Viradouro”.

A Mocidade Independente de Padre Miguel também prestou homenagem, lembrando que ela “sempre carregou minha bandeira com muito orgulho”. A Portela destacou ainda a passagem dela por escolas como Arranco de Cascadura e Estácio de Sá.

Débora Baroni da Cruz era filha de Acyr Marques, autor de clássicos como “Insensato Destino” e “Coisa de Pele”, e sobrinha de Arlindo Cruz. A cantora herdou o talento musical da família, que é referência no samba.

Carreira musical de Débora Cruz

Débora Cruz começou a cantar ainda criança, em uma igreja evangélica. Ao longo da carreira, trabalhou como backing vocal e participou de gravações de nomes como Carlos Dafé, Reinaldo, Xande de Pilares, Wander Pires e do próprio tio, Arlindo Cruz.

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Ganhou projeção em 2002 ao interpretar “Sambista de Fato” — composição escrita pelo pai especialmente para ela — no Festival Fábrica do Samba, no Maracanãzinho.