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A 8ª cidade mais desenvolvida do Brasil que subiu 13 posições em um ano: por que ela virou a capital regional do interior paulista
O salto de 13 posições que levou uma cidade do interior paulista ao 8º lugar entre as mais desenvolvidas do Brasil.
Poucos municípios brasileiros conseguem saltar treze posições no principal ranking de desenvolvimento nacional em apenas um ano. São José do Rio Preto, no noroeste do interior de São Paulo, fez exatamente isso: passou da 21ª para a 8ª colocação no Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM) 2025 e virou a 4ª cidade mais desenvolvida do estado. Com pouco mais de 501 mil habitantes, tornou-se a maior cidade paulista à frente no ranking, atrás apenas de três municípios menores.
Como Rio Preto subiu 13 posições no Firjan IFDM em um ano?
A resposta está em três pilares que a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) avalia desde 2008: Emprego e Renda, Saúde e Educação. Segundo o portal oficial da Prefeitura de Rio Preto, o índice geral saltou de 0,8469 para 0,8750, mantendo a cidade na faixa de Desenvolvimento Alto.
O IFDM 2025 avaliou 5.550 municípios brasileiros, que concentram 99,96% da população do país. Rio Preto ficou atrás apenas de Águas de São Pedro, São Caetano do Sul e Americana no ranking estadual, todas cidades menores. No ranking nacional, dentre os municípios à frente, apenas Curitiba tem mais habitantes. Rio Preto também lidera indicadores de saneamento e já figurou entre as cinco melhores no Índice Macroplan de Desafios da Gestão Municipal.

Por que a cidade virou capital regional de saúde no interior paulista?
A resposta está na presença de um complexo hospitalar que atende bem além dos limites do município. O Hospital de Base, ligado à Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP), é o segundo maior hospital-escola do país em produção pelo Sistema Único de Saúde e atende cerca de 1,7 milhão de habitantes distribuídos em mais de 100 municípios de São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Goiás.
A vocação médica se reflete em números como os mais de 6.500 transplantes realizados desde 1990. A cidade também abriga a UNESP, hospitais privados de referência e uma rede de clínicas especializadas que consolidou Rio Preto como um dos maiores polos médicos do interior brasileiro.
O que fazer na Represa Municipal, cartão-postal de Rio Preto?
A área concentra a principal opção de lazer da cidade. Segundo a Plataforma de Turismo do Governo do Estado de São Paulo, o Município de Interesse Turístico reúne atrações em torno da Represa Municipal e do Parque Ecológico.
- Pista de caminhada da Represa: cerca de 2,7 km de percurso arborizado ao redor do lago, com quadras, playgrounds e áreas para piquenique.
- Fonte Luminosa da Represa: espetáculo com 30 jatos de água que atingem até 15 metros de altura, considerada a segunda maior do país em porte.
- Capivaras da represa: os animais habitam as margens e viraram símbolo não oficial da cidade, com direito a placas de sinalização e áreas de proteção.
- Parque Ecológico: área verde vizinha à represa, com trilhas para caminhadas, áreas para piquenique, playgrounds e lagos.
Quais museus e marcos históricos visitar em Rio Preto?
O centro concentra a maior parte dos marcos culturais e históricos da cidade, fundada em 19 de março de 1852 e emancipada como município em 1894. Boa parte fica em raio curto do centro.
- Museu de Arte Naif: reúne uma coleção de arte popular brasileira reconhecida nacionalmente, com peças de artistas sem formação acadêmica que retratam o cotidiano do país.
- Museu Ferroviário: instalado na antiga estação de trem, conta a história da Estrada de Ferro Araraquarense, importante no desenvolvimento do noroeste paulista.
- Palácio das Águas: antiga Estação de Tratamento de Água, inaugurada em outubro de 1955, hoje funciona como museu do saneamento da cidade.
- Museu Histórico e Cultural: acervo dedicado à trajetória do município, com exposições permanentes sobre a formação urbana e social de Rio Preto.
- Basílica Nossa Senhora Conceição Aparecida: templo em homenagem à padroeira do Brasil, na Praça Dom Lafayette Libânio, ponto de referência do turismo religioso local.
- Catedral de São José: igreja tradicional do centro, com arquitetura marcante e importância histórica na formação do município.
Quais parques e cachoeiras incluir no roteiro?
A região oferece opções para famílias, natureza e lazer ativo, com atrativos que combinam áreas urbanas preservadas e cachoeiras da zona rural próxima. Boa parte funciona o ano todo, com destaque para os meses de estação chuvosa nos poços.
- Cidade da Criança: parque com cerca de 50 mil metros quadrados e 180 brinquedos, entre eles tobogã e cama elástica, aberto de terça a domingo.
- Cachoeira do Miltão: uma das mais visitadas da região, localizada em reserva ambiental de mais de 100 mil metros quadrados coberta por mata nativa.
- Cachoeiras do Talhadão, Macumba, IPA e Mirassol: opções cercadas por muito verde nos arredores da cidade, procuradas nos dias mais quentes.
- Avenida Alberto Andaló: principal ponto de encontro noturno, com bares, restaurantes e casas com música ao vivo.
- Expo Rio Preto: uma das maiores exposições pecuárias do estado de São Paulo, ocorre anualmente e movimenta a economia local.
O que provar na gastronomia rio-pretense?
A cena gastronômica combina raízes do agronegócio local com influências dos imigrantes italianos, portugueses e japoneses que ajudaram a formar a cidade. Restaurantes espalham-se pelo centro e pelos bairros mais movimentados.
- Carne bovina e churrasco: pratos-símbolo da tradição pecuária da região, presentes nas principais casas do centro e nos rodízios da cidade.
- Massas artesanais: herança da imigração italiana da região, servidas em cantinas tradicionais espalhadas pela cidade.
- Comida japonesa: a colônia consolidou uma cena de restaurantes de sushi, sashimi e outras iguarias asiáticas.
- Doces caseiros: doce de leite, goiabada e queijadinha, tradicionais das feiras e confeitarias do centro.
- Cachaça artesanal: alambiques do interior paulista abastecem bares e restaurantes da cidade.
Como é o clima e a melhor época para visitar Rio Preto?
O clima é tropical quente, com estações bem marcadas. Verão quente e chuvoso, inverno seco e ensolarado, com temperaturas amenas durante o dia e frescor à noite, ideal para caminhadas na Represa Municipal e visitas aos parques.
Temperaturas aproximadas com base no Climatempo. Condições podem variar.
Como chegar a São José do Rio Preto?
De carro, o acesso a partir de São Paulo é pela Rodovia Washington Luís (SP-310), com trajeto de cerca de 442 km e viagem média de cinco horas. A cidade é entroncamento das rodovias Transbrasiliana (BR-153) e Assis Chateaubriand, com acesso facilitado a outros estados do Centro-Oeste e do Sudeste.
O Aeroporto Estadual Prof. Eribelto Manoel Reino recebe voos diretos de São Paulo, Campinas, Brasília e outras capitais. Ônibus regulares saem várias vezes ao dia da capital paulista e de outras cidades do interior, e o entroncamento rodoviário coloca Rio Preto no meio de um trecho estratégico do noroeste paulista.
A capital regional que subiu ao topo dos rankings
São José do Rio Preto reúne uma combinação difícil de encontrar em outra cidade do interior brasileiro: a 8ª posição nacional no Firjan IFDM, uma vocação médica que atende mais de cem municípios, saneamento com nota máxima nos rankings do Trata Brasil, uma represa urbana com fonte luminosa entre as maiores do país e um custo de vida cerca de 40% menor que o da capital paulista. A cidade cresceu sem perder o ritmo do interior.
Você precisa conhecer São José do Rio Preto e caminhar pela Represa Municipal ao pôr do sol, observar as capivaras nas margens do lago e entender por que a cidade que subiu treze posições em um ano virou o principal polo do noroeste paulista.