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PF faz operação contra grupo que enviou 6,5 toneladas de cocaína à Europa

Operação Commodity cumpre 13 mandados de prisão e 44 de busca e apreensão contra uma organização investigada por enviar drogas à Europa em esquema bilionário

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Um cão farejador da raça Malinois ao lado de sacas de café do Brasil empilhadas
Cães farejadores da Polícia Federal atuam na busca por drogas escondidas em sacas de café, um dos métodos do grupo criminoso. Foto: Divulgação

Uma organização criminosa investigada pela Polícia Federal teria enviado cerca de 6,5 toneladas de cocaína para a Europa desde 2021 e movimentado bilhões de reais por meio de um sofisticado esquema de lavagem de dinheiro. Segundo as investigações, o grupo mantinha ramificações na América do Sul, Europa e Ásia e tinha vínculos operacionais com as duas maiores facções criminosas em atuação no Brasil.

Para driblar a fiscalização, os criminosos escondiam a droga em contêineres com sacos de café, cimento e argamassa. Em outro método, a cocaína era diluída quimicamente e transportada em garrafas de refrigerante, dificultando a identificação do entorpecente durante as inspeções.

Além do tráfico internacional de drogas, a organização utilizava uma macroestrutura financeira para ocultar patrimônio e movimentar recursos ilícitos. As investigações identificaram o uso de empresas de fachada e “noteiras”, a atuação de cripto-doleiros e a compra de imóveis de alto padrão e bens de luxo para lavar dinheiro.

Agentes cumprem 13 mandados de prisão preventiva e 44 de busca e apreensão

Diante das evidências, a Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (23), a Operação Commodity para desarticular a organização criminosa transnacional. A ação, realizada no âmbito da Missão Redentor II, contou com o apoio da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO) em São Paulo e Minas Gerais.

Os agentes cumprem 13 mandados de prisão preventiva e 44 de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina e Espírito Santo. A Justiça também determinou o bloqueio de bens e o sequestro de ativos de pessoas físicas e jurídicas até o limite de R$ 1 bilhão, além de aplicar outras medidas cautelares.

Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa transnacional, tráfico internacional de drogas e lavagem de capitais, conforme suas responsabilidades individuais. Outros delitos poderão ser revelados no decorrer das apurações.