Ansiedade na gravidez não é frescura; entenda o que milhares de futuras mães sentem - Super Rádio Tupi
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Ansiedade na gravidez não é frescura; entenda o que milhares de futuras mães sentem

O medo e a pressão antes da chegada do bebê são reais. Conheça os gatilhos e descubra 4 técnicas para controlar as crises

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Mão de profissional com estetoscópio examinando barriga de gestante
Acompanhamento pré-natal, essencial para a saúde da gestante, é um contexto onde preocupações e a ansiedade perinatal podem surgir e ser abordadas. Créditos: depositphotos.com / IgorTishenko

Sentir o coração acelerado e a mente em alerta durante a gravidez não é exagero nem frescura. A onda de preocupação que afeta milhares de futuras mães em todo o mundo é um fenômeno comum e validado pela psicologia.

Essa ansiedade, conhecida no meio clínico como ansiedade perinatal, pode se manifestar de formas diferentes para cada mulher, mas costuma envolver um medo intenso e persistente sobre a saúde do bebê, o parto e a própria capacidade de ser mãe.

Por que a ansiedade aparece justo na gravidez?

A gestação é uma revolução hormonal e emocional. Segundo especialistas em saúde mental perinatal, as mudanças no corpo, a pressão por um ideal de maternidade e o medo do desconhecido são gatilhos poderosos que podem disparar o quadro. Preocupações com a saúde financeira, a nova dinâmica familiar e até mesmo eventos estressantes do cotidiano podem intensificar esses sentimentos.

Mas esse medo pode prejudicar o bebê?

Mulher grávida em camiseta branca e camisa de bolinhas segurando ultrassom e tocando a barriga
A preocupação com a saúde do bebê é um dos gatilhos para a ansiedade que afeta muitas futuras mães durante a gestação. Créditos: depositphotos.com / VitalikRadko

Essa é uma das maiores preocupações das gestantes, mas é preciso calma. A ansiedade pontual e gerenciada não causa danos diretos ao feto. O risco real está nos quadros crônicos e sem acompanhamento, que podem estar associados a complicações. O mais importante é buscar ajuda profissional ao perceber que a ansiedade está saindo do controle, e não se culpar pelo que sente. O acompanhamento psicológico é um passo fundamental para o bem-estar da mãe e do bebê.

Como posso controlar as crises de ansiedade?

Pequenas atitudes no dia a dia podem fazer uma grande diferença para retomar o controle. Psicólogos recomendam quatro técnicas simples e eficazes para aplicar nos momentos de maior aflição:

  1. Respiração diafragmática: Inspire lentamente pelo nariz contando até quatro, segure o ar por dois segundos e solte pela boca contando até seis. Repita por alguns minutos para acalmar o sistema nervoso.
  2. Foco no presente: Use a técnica de aterramento (grounding). Sinta a textura da sua roupa, o chão sob os pés ou descreva mentalmente cinco objetos que você consegue ver ao seu redor. Isso tira a mente do ciclo de preocupação.
  3. Movimento leve: Uma caminhada curta ou um alongamento suave liberam endorfinas, que funcionam como analgésicos naturais e melhoram o humor. Sempre com liberação médica, claro.
  4. Converse com sua rede de apoio: Verbalizar os medos para o parceiro, um amigo ou um familiar de confiança ajuda a diminuir o peso. Guardar a angústia para si só aumenta a sensação de isolamento.

Reconhecer a ansiedade é o primeiro passo para garantir que a sua jornada e a do seu bebê sejam mais saudáveis e tranquilas.