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Homem resolveu largar o emprego, abriu um negócio aos 58 anos e agora exporta vinhos para o mundo todo

Após décadas no setor de tecnologia, Enrique Rohde deixou a carreira corporativa aos 58 anos para criar uma vinícola na Patagônia, que hoje exporta vinhos e aposta em inovação no campo.

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Aos 58 anos ele recomeçou do zero e encontrou um novo propósito no vinho
Aos 58 anos ele recomeçou do zero e encontrou um novo propósito no vinho
Linha do Tempo: A Virada para a Vitivinicultura Patagônica
🍷
A Virada
Recomeço aos 58 Anos
Troca da carreira em tecnologia corporativa pelo sonho de produzir vinhos na Patagônia.
📜
Inspiração
Herança Familiar
Registro burocrático com sobrenome materno reacendeu memórias de antepassados europeus.
🏔️
Terroir
Clima da Patagônia
Baixa umidade, ventos e amplitude térmica geram uvas estruturadas e de alta qualidade.
💻
Inovação
Tecnologia no Vinhedo
Sensores, estações meteorológicas e algoritmos otimizam o uso sustentável da água.
🌍
Expansão
Mercado Global
Rótulos exportados para vários continentes e planos futuros para o enoturismo.

Enrique Rohde tinha 58 anos quando decidiu virar a chave da própria vida profissional. Depois de décadas em cargos de gestão em tecnologia, viajando pela América do Sul, Europa e Estados Unidos, trocou a segurança da carreira corporativa por um sonho antigo: produzir vinhos na Patagônia. Hoje, lidera uma vinícola de 17 hectares de vinhedos que exporta rótulos para vários continentes, unindo tradição familiar, inovação e um novo sentido para o trabalho.

Como a identidade familiar inspirou a mudança para o vinho

A virada começou com um detalhe burocrático: um envelope de trabalho recebido no Peru, onde seu sobrenome aparecia em versão composta, incluindo o lado materno. Esse registro reacendeu memórias de antepassados europeus ligados à vitivinicultura e abriu espaço para uma mudança radical de rota.

Em vez de seguir preso à rotina de viagens, reuniões e relatórios, o executivo decidiu assumir a identidade de produtor de vinhos. Transformou um hobby sofisticado em projeto de longo prazo, guiado por propósito e pela vontade de dar continuidade a uma herança familiar adormecida.

Aos 58 anos ele recomeçou do zero e encontrou um novo propósito no vinho
Aos 58 anos ele recomeçou do zero e encontrou um novo propósito no vinho

Quem é o profissional por trás do vinhedo patagônico

O protagonista é técnico eletromecânico, especializado em computação científica, com carreira construída em multinacionais de tecnologia. Ao longo dos anos, o interesse por vinhos cresceu em jantares, viagens e encontros de negócios, consolidando um repertório sólido sobre estilos, regiões e harmonizações.

Em sociedade com a esposa e um jovem parceiro ligado à família, investiu as economias em terras em San Patricio del Chañar, em Neuquén, uma das principais áreas produtoras da Patagônia. Comprou cerca de vinte hectares, dos quais 17 estão hoje plantados com diferentes castas, sobretudo Malbec, exigindo aprendizado prático intenso e disposição para o trabalho físico no campo.

Por que o clima da Patagônia favorece a produção de vinhos

O vinhedo está em uma região de estepe, marcada por baixa umidade, ventos constantes e grandes amplitudes térmicas entre dia e noite. Esse conjunto de fatores gera uvas com casca mais espessa, maior concentração de aromas e acidez equilibrada, ideais para vinhos estruturados e de guarda.

O ciclo de adaptação foi longo: cerca de seis anos até as primeiras safras atingirem o nível desejado e quase quinze até que o produtor se sentisse seguro como viticultor. Hoje, o vinhedo colhe aproximadamente 130 mil quilos de uvas por ano, destinando entre 60 e 70 mil quilos aos próprios rótulos e o restante à venda para outras vinícolas da região.

Aos 58 anos ele recomeçou do zero e encontrou um novo propósito no vinho
Aos 58 anos ele recomeçou do zero e encontrou um novo propósito no vinho

Como a tecnologia potencializa o vinhedo na Patagônia

Uma marca registrada do projeto é a combinação de tradição familiar com inovação tecnológica. A vinícola, construída há poucos anos, produz entre 40 mil e 45 mil garrafas anuais, com apenas quatro funcionários fixos e cerca de vinte trabalhadores temporários na colheita manual, apoiados por um sistema de monitoramento digital do vinhedo.

A experiência em tecnologia foi levada para o campo por meio de sensores, estações e algoritmos que otimizam recursos em uma região onde cada gota de água conta. Esses recursos conectados permitem decisões mais precisas e sustentáveis no manejo diário:

  • Sensores de umidade monitoram o solo e indicam o momento ideal de irrigar.
  • Estação meteorológica própria registra temperatura, vento e chuva em tempo real.
  • Algoritmos de irrigação calculam o volume de água adequado para cada área do vinhedo.
  • Manejo por zonas ajusta nutrição e cuidados conforme as características de cada parcela.

O clima seco e ventoso reduz doenças fúngicas e a necessidade de pesticidas, equilibrando produtividade, qualidade e menor impacto ambiental, algo cada vez mais valorizado por importadores e consumidores.

Quais são os próximos passos para este vinhedo na Patagônia

Hoje, cerca de metade da produção segue para mercados como Brasil, Peru, Estados Unidos e países europeus, ajudando a consolidar a Patagônia como origem de vinhos de clima frio. Os próximos anos envolvem ampliar a capacidade da vinícola, aumentar a participação de Pinot Noir e fortalecer o enoturismo, com degustações, passeios guiados e experiências gastronômicas locais.

Essa trajetória mostra que um recomeço aos 58 anos pode criar um projeto sólido, com garrafas circulando pelo mundo e raízes profundas no terroir patagônico. Se você sonha em transformar sua carreira ou investir no universo do vinho, este é o momento de agir: busque conhecimento, visite vinhedos, conecte-se com produtores e dê hoje o primeiro passo rumo ao seu próprio futuro no vinho.