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Segundo a psicologia, quem rói as unhas com frequência não está só distraído, mas pode estar tentando descarregar pressão emocional sem perceber

Quem rói as unhas com frequência pode estar tentando aliviar uma pressão que não aparece

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Segundo a psicologia, quem rói as unhas com frequência não está só distraído, mas pode estar tentando descarregar pressão emocional sem perceber
Roer as unhas pode funcionar como uma tentativa automática de aliviar tensão, ansiedade ou pressão emocional

Quem rói as unhas com frequência costuma ser visto como distraído, ansioso ou sem autocontrole, mas a psicologia observa esse hábito com mais cuidado. A onicofagia pode aparecer como uma tentativa automática de aliviar tensão, lidar com pressão emocional e ocupar o corpo quando a mente está cheia de preocupações que ainda não ganharam nome.

Por que roer as unhas nem sempre é simples distração?

Roer as unhas pode acontecer enquanto a pessoa assiste TV, trabalha, estuda, espera uma resposta ou pensa em algum problema. De fora, parece um gesto sem importância. Por dentro, pode funcionar como uma válvula pequena para descarregar tensão acumulada.

Quem rói as unhas com frequência muitas vezes nem percebe o início do movimento. A mão vai à boca antes de qualquer decisão consciente. Quando a pessoa nota, já arrancou uma ponta, machucou a pele ou deixou os dedos doloridos. O hábito entra no automático justamente porque aparece em momentos de pressão silenciosa.

O que a psicologia observa na onicofagia?

A psicologia olha para a onicofagia como um comportamento repetitivo ligado a regulação emocional, impulso e alívio momentâneo. A pessoa pode sentir incômodo, culpa ou vergonha depois, mas, durante o gesto, há uma sensação breve de descarga.

Alguns sinais ajudam a entender quando o hábito está ligado ao estado emocional:

  • A vontade aumenta em fases de estresse ou cobrança.
  • A pessoa rói mais as unhas quando precisa esperar algo importante.
  • O gesto aparece durante tarefas difíceis ou conversas tensas.
  • Há alívio rápido, seguido de arrependimento ou incômodo.
  • Os dedos ficam machucados, mas o impulso continua voltando.
Segundo a psicologia, quem rói as unhas com frequência não está só distraído, mas pode estar tentando descarregar pressão emocional sem perceber
Roer as unhas pode funcionar como uma tentativa automática de aliviar tensão, ansiedade ou pressão emocional

Como a pressão emocional aparece nos dedos?

A pressão emocional nem sempre aparece em choro, explosões ou desabafos. Às vezes, ela aparece em movimentos pequenos e repetidos. Roer as unhas, mexer na cutícula, bater o pé ou apertar objetos são formas corporais de lidar com uma tensão que a pessoa não está conseguindo elaborar de outro jeito.

Esse tipo de hábito cria uma sensação de controle imediato. A pessoa não resolve o problema que a preocupa, mas faz algo com as mãos, com a boca e com a energia acumulada. O corpo encontra uma saída rápida, mesmo que essa saída machuque depois.

Quando roer as unhas vira um sinal de alerta?

Roer as unhas vira sinal de alerta quando deixa de ser ocasional e passa a causar dor, feridas, sangramento, inflamações ou constrangimento. Onicofagia persistente pode causar lesões nas unhas e cutículas, infecções e complicações orais ou dentárias, como mostra revisão publicada no International Journal of Environmental Research and Public Health. Também merece atenção quando a pessoa tenta parar várias vezes, mas sente que o impulso volta com força em situações de ansiedade, tédio ou tensão.

Algumas situações indicam que o hábito já está pesando na rotina:

  • A pessoa esconde as mãos por vergonha da aparência dos dedos.
  • As unhas ficam doloridas ou com pele machucada ao redor.
  • O hábito piora antes de provas, reuniões ou decisões importantes.
  • Há dificuldade de parar mesmo percebendo o dano físico.
  • Comentários de outras pessoas aumentam a culpa e a tensão.
Segundo a psicologia, quem rói as unhas com frequência não está só distraído, mas pode estar tentando descarregar pressão emocional sem perceber
Roer as unhas pode funcionar como uma tentativa automática de aliviar tensão, ansiedade ou pressão emocional

Por que mandar parar quase nunca funciona?

Mandar alguém parar de roer as unhas costuma falhar porque trata o gesto como escolha simples. Se fosse apenas decidir, a pessoa provavelmente já teria parado. O impulso aparece antes da reflexão, principalmente quando existe cansaço, preocupação ou sensação de sobrecarga.

Além disso, broncas podem piorar o ciclo. A pessoa se sente observada, envergonhada e mais tensa. Essa tensão aumenta justamente a vontade de repetir o hábito. Por isso, comentários duros raramente ajudam. O caminho costuma passar por percepção, substituição do gesto e redução da pressão emocional por trás dele.

Como reduzir o hábito sem transformar tudo em culpa?

Reduzir o hábito começa por observar quando ele aparece. A pessoa pode notar horários, situações, emoções e pensamentos que antecedem o gesto. Muitas vezes, a vontade cresce em momentos específicos: antes de responder mensagens difíceis, ao revisar trabalho, em reuniões longas ou quando há silêncio demais.

Também ajuda substituir o movimento por algo menos agressivo, como segurar uma caneta, usar uma bolinha antistresse, hidratar as cutículas ou manter as unhas curtas enquanto o impulso diminui. Quem rói as unhas com frequência não precisa se tratar como fraco. O mais importante é entender que o corpo está tentando descarregar algo, e esse sinal merece cuidado antes de virar ferida.