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Criminosos fecham comércio e incendeiam ônibus após liderança do tráfico morrer no Rio

Ataques a coletivos e ordem para fechar o comércio ocorrem após morte de chefe do tráfico; linhas de ônibus sofrem impactos

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Foto: Reprodução

A morte de uma liderança do tráfico de drogas provocou ataques ao transporte público e o fechamento forçado de estabelecimentos comerciais na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro. Na noite de quinta-feira (27), o comércio na Praça Seca interrompeu as atividades por ordem de criminosos, logo após o falecimento do traficante Borrozo em um confronto.

Ação policial contra falsa blitz na região

O homem, apontado como chefe de uma facção criminosa na área, foi atingido durante uma intervenção da Polícia Militar. A operação policial visava desarticular uma falsa blitz que traficantes haviam montado na região. Além de Borrozo, um comparsa também foi baleado na troca de tiros, o que gerou uma reação violenta de grupos armados na localidade da Taquara.

Na Estrada da Boiúna, criminosos interceptaram e incendiaram um ônibus que passava perto da comunidade dos Teixeiras. Outros dois veículos foram alvos de vandalismo e pedradas, obrigando os motoristas a abandonarem as conduções para garantir a segurança.

Ônibus incendiado e linhas afetadas na Taquara

O sindicato das empresas de transporte, Rio Ônibus, confirmou os prejuízos e os impactos na operação das linhas que atendem os moradores da região. O serviço segue instável devido ao clima de insegurança e aos danos causados à frota.

Linha 600 (Boiúna x Saens Peña). Um veículo foi completamente destruído pelo fogo durante os atos de violência na Estrada da Boiúna. A operação da rota está sendo desviada para evitar novos incidentes.

Linha 601 (Taquara x Saens Peña). A circulação dos coletivos nesta linha apresenta instabilidade e mudanças no trajeto habitual. O Rio Ônibus monitora a segurança na região para tentar restabelecer o serviço integral.

As autoridades de segurança pública seguem monitorando os bairros da Praça Seca e da Taquara para normalizar a circulação e permitir a reabertura do comércio. Não houve registro de passageiros ou rodoviários feridos durante as ações criminosas contra os coletivos.