Esportes
Dirigentes do Vasco pegam 15 dias de gancho e clube é multado
Punição foi por causa de episódios envolvendo a arbitragem na partida pela Copa do Brasil
O Vasco da Gama teve dois de seus principais dirigentes suspensos pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). O caso foi relativo a uma confusão com a equipe de arbitragem da partida contra o Vitória, pela Copa do Brasil. O supervisor de futebol Admar Lopes e o diretor técnico Felipe pegaram 15 dias de suspensão, em julgamento realizado nesta segunda-feira (31). A mesma penalidade se aplicou ao coordenador de performance Daniel Félix e ao preparador de goleiros Nelcírio Franchin. Além das punições individuais, o Vasco deve pagar uma multa de R$ 20 mil pelos objetos arremessados pela torcida em direção ao campo.
O episódio que originou o processo aconteceu na partida de ida das quartas de final da Copa do Brasil, em São Januário. O Vasco venceu o Vitória por 1 a 0, mas a partida acabou marcada pela confusão entre integrantes do clube carioca e a arbitragem.
Mas o estopim foi a expulsão do volante Barros, após intervenção do VAR. A decisão provocou forte reação da diretoria e da comissão técnica vascaína. De acordo com o o árbitro Matheus Delgado Candançan, membros do Vasco tentaram se aproximar da equipe de arbitragem durante o intervalo, só sendo contidos pelo policiamento. Admar Lopes e Felipe estiveram citados na súmula, por ofensas aos profissionais da arbitragem.
Admar e Felipe enquadrados no Art. 258
Os dois dirigentes caíram no Artigo 258, parágrafo 2º, inciso II, do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que trata de conduta contrária à disciplina ou à ética desportiva. O STJD considerou procedentes as acusações e determinou a suspensão de 15 dias para ambos. Daniel Félix e Nelcírio Franchin também receberam a mesma punição. No caso de Nelcírio, havia ainda uma acusação relacionada a uma suposta tentativa de agressão contra a arbitragem. Nesse ponto, porém, o preparador de goleiros foi absolvido por maioria.
Durante o julgamento, a defesa vascaína contestou os acontecimentos relatados na súmula e voltou a questionar a atuação da arbitragem. O advogado Pedro Henrique Moreira classificou como “erro crasso” a atuação da equipe de arbitragem, citando principalmente a expulsão de Barros e um possível pênalti não marcado em um lance envolvendo Spinelli.
A defesa também destacou que Barros não foi posteriormente denunciado pelo STJD pela expulsão ocorrida durante a partida. Admar Lopes, por sua vez, já havia criticado publicamente a arbitragem após a partida. O dirigente afirmou que o Vasco havia sido prejudicado e questionou decisões tomadas durante o confronto.
Vasco também terá que pagar R$ 20 mil
Além das suspensões dos integrantes do clube, o Vasco acabou punido financeiramente. O STJD aplicou uma multa de R$ 20 mil pelos arremessos de copos e outros objetos em direção ao gramado. A denúncia segue o artigo 213, inciso III, do CBJD. De acordo com a súmula, houve objetos lançados do setor destinado aos torcedores vascaínos na direção da equipe de arbitragem, inclusive no retorno para o segundo tempo.
A decisão ocorre justamente na semana em que o Vasco se prepara para disputar a volta das quartas de final, contra o Vitória. O Cruzmaltino venceu o primeiro jogo por 1 a 0 e levará a vantagem mínima para o duelo em Salvador.
Com as suspensões, Admar e Felipe ficam temporariamente afastados da beira do campo e dos ambientes de competição durante o período. A punição, portanto, acrescenta mais um capítulo à polêmica que começou durante o confronto em São Januário.
Entenda as punições
Admar Lopes: 15 dias de suspensão
Felipe Loureiro: 15 dias de suspensão
Daniel Félix: 15 dias de suspensão
Nelcírio Franchin: 15 dias de suspensão
Vasco da Gama: multa de R$ 20 mil
Todos os quatro profissionais foram punidos com base no artigo 258, §2º, inciso II, do CBJD. O clube recebeu a multa por arremesso de objetos pela torcida.