Economia
Salário mínimo de 2027: veja a nova previsão do governo para o reajuste
Proposta enviada pelo governo ao Congresso prevê reajuste acima da estimativa anterior, mas o valor definitivo ainda poderá ser atualizado até o fim do ano
A proposta do governo para o Orçamento de 2027 prevê um salário mínimo de R$ 1.741, um aumento de R$ 120 em relação ao valor atual de R$ 1.621. A estimativa consta no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) enviado ao Congresso Nacional.
O reajuste de 7,4%, se confirmado, passa a valer a partir de janeiro, com o pagamento em fevereiro. A nova projeção também superou a estimativa de abril, que era de R$ 1.717. O valor final, contudo, ainda pode ser atualizado até o fim do ano.
Entenda a regra de cálculo

O valor definitivo do salário mínimo será conhecido apenas em dezembro, com a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de novembro. O cálculo segue uma fórmula de valorização sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Pelo formato, o reajuste corresponde à soma de dois índices:
a inflação medida pelo INPC em 12 meses até novembro;
o índice de crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes, que para 2027 considera a alta de 2,3% do PIB de 2025.
Durante o governo de Jair Bolsonaro (PL), a correção se dava apenas pela inflação do ano anterior, sem aumento real. O modelo atual, que soma inflação e variação do PIB, foi reintroduzido no terceiro mandato de Lula, resgatando uma política do governo de Dilma Rousseff (PT).
Em 2024, o Congresso aprovou uma limitação para o aumento real, que não pode ultrapassar um teto de 2,5%. A medida, que vale até 2030, busca adequar o crescimento do piso salarial aos limites do novo arcabouço fiscal.
Impacto do reajuste
O salário mínimo serve de referência para 61,9 milhões de pessoas no Brasil, segundo dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Analistas observam que a política de aumento real contribui para a elevação das contas públicas devido ao seu impacto na Previdência e na assistência social.
A limitação do aumento real a 2,5%, proposta pela equipe econômica do governo, gerou uma previsão de redução de R$ 110 bilhões em gastos com benefícios previdenciários e assistenciais entre 2025 e 2030.