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Economia

Consumidor cai em golpe de anúncio falso no topo de buscador, perde R$ 3 mil em compra falsa e Justiça condena a plataforma a ressarcir o valor

Monetização comercial de anúncios fraudulentos gera responsabilidade objetiva e solidária de plataformas de busca por falha de segurança na internet.

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Consumidor cai em golpe de anúncio falso no topo de buscador, perde R$ 3 mil em compra falsa e Justiça condena a plataforma a ressarcir o valor
Responsabilização solidária de plataforma de buscas por exibição de publicidade fraudulenta - Imagem ilustrativa

A proliferação de links patrocinados fraudulentos no topo de motores de busca gerou um novo padrão de responsabilização civil na internet. Ao veicular publicidade falsa que imita grandes redes varejistas e lesa o consumidor em R$ 3.000,00, a plataforma de tecnologia responde solidariamente pela falha na segurança comercial do serviço prestado.

A plataforma de buscas responde por links patrocinados fraudulentos?

A regra geral do Código de Defesa do Consumidor (CDC) consagra a responsabilidade objetiva dos fornecedores pela cadeia de consumo. Quando um buscador comercializa espaço publicitário pago no topo da página, ele aufere lucro direto e assume o dever de verificar a idoneidade do anunciante.

O entendimento jurisprudencial consolidou que veicular páginas clonadas como primeiro resultado constitui fortuito interno da atividade lucrativa. O consumidor induzido a erro ao clicar em anúncio com selo oficial de pesquisa tem direito ao ressarcimento integral do prejuízo financeiro sofrido.

Consumidor cai em golpe de anúncio falso no topo de buscador, perde R$ 3 mil em compra falsa e Justiça condena a plataforma a ressarcir o valor
Responsabilização solidária de plataforma de buscas por exibição de publicidade fraudulenta – Imagem ilustrativa

Por que o Marco Civil da Internet não isenta anúncios pagos?

Artigo 19 do Marco Civil da Internet (Lei nº 12.965/2014) condiciona a responsabilidade de provedores à recusa de cumprir ordem judicial para conteúdos gerados por terceiros. No entanto, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) pacificou que essa imunidade não se aplica a anúncios patrocinados pagos.

Para entender como a Justiça diferencia a busca orgânica do link pago comercializado, consulte o comparativo na tabela a seguir:

tupi
⚖️ Responsabilidade do Buscador na Internet
Tipo de Exibição Remuneração da Plataforma Responsabilidade Civil
Link Patrocinado (Topo) Paga por clique / leilão comercial Solidária e objetiva perante o CDC
Resultado Orgânico Puro Gratuita via indexação algorítmica Subjetiva após descumprir ordem judicial

Como o juiz fundamentou a responsabilidade objetiva da empresa?

A decisão judicial baseou-se no Artigo 14 do CDC, que impõe o dever de segurança na prestação de serviços digitais. A plataforma falhou ao permitir que criminosos comprassem palavras-chave de marcas famosas e direcionassem o tráfego para sites clonados com boletos e chaves PIX fraudulentas.

A negligência na checagem cadastral do anunciante violou o princípio da confiança. O Judiciário determinou o estorno dos R$ 3.000,00 corrigidos monetariamente, cumulado com indenização por danos morais em razão do transtorno vivenciado pela vítima.

Quais provas o consumidor deve juntar para pedir o ressarcimento?

A instrução da ação nos Juizados Especiais Cíveis exige a comprovação do nexo de causalidade entre o anúncio patrocinado e o pagamento realizado. Preservar o histórico visual da tela é o passo decisivo para afastar alegações de culpa exclusiva do consumidor.

Para garantir a reparação integral dos prejuízos sofridos, reúna o seguinte acervo documental probatório:

  • 📸 Prints do anúncio no buscador: Captura de tela demonstrando o selo “Patrocinado” e a URL falsa clicada.
  • 🧾 Comprovante de pagamento: Extrato bancário ou recibo de transferência PIX detalhando a conta beneficiária do golpe.
  • 📋 Boletim de ocorrência: Registro formal na Delegacia de Crimes Eletrônicos apontando a fraude no comércio eletrônico.

Quais as principais dúvidas sobre golpes em anúncios de topo de busca?

A cobrança judicial de big techs em fraudes eletrônicas gera questionamentos frequentes entre os consumidores. Esclareça as principais dúvidas técnicas a seguir.

📋 Perguntas Frequentes

Orientações jurídicas sobre links patrocinados falsos

tupi
O banco que recebeu o PIX do criminoso também pode ser processado? +

Sim. Conforme a Súmula 479 do STJ, instituições financeiras respondem por falhas de segurança na abertura de contas fantasmas usadas por estelionatários.

A plataforma pode alegar culpa exclusiva da vítima para não pagar? +

Não. Como a empresa lucra com a venda do anúncio e não valida o domínio clonado, a jurisprudência afasta a tese de culpa exclusiva da vítima.

A mercantilização de links patrocinados vincula os provedores de busca ao dever de fiscalização prévia de fraudes no comércio online. A Justiça reafirma a proteção do consumidor lesado em R$ 3.000,00 e condena grandes plataformas a ressarcirem integralmente o prejuízo.