Rio
Polícia mira tráfico e expansão do Comando Vermelho no Rio e em Magé
Ações simultâneas na capital e na Baixada Fluminense miram criminosos investigados por tráfico, roubos e invasões de territórios rivais
A Polícia Civil deflagrou nesta quarta-feira (2) uma ofensiva contra o Comando Vermelho em diferentes pontos do estado. As ações ocorrem simultaneamente na capital e em Magé, na Baixada Fluminense, com foco em grupos especializados em invasões de território, tráfico e roubos.
A mobilização busca cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão contra criminosos que integram a estrutura logística da facção. Na capital, os agentes monitoram uma divisão específica voltada para a expansão territorial, enquanto na Baixada o foco é o combate ao tráfico local.
Ofensiva desarticula grupo criminoso em Magé
Na Baixada Fluminense, policiais civis da 65ª DP realizam a Operação Mosaico para desestruturar a rede criminosa que opera no município. O grupo é investigado por utilizar armamento para controlar áreas e amedrontar a população local.
De acordo com a unidade policial, a quadrilha utiliza homens armados para exercer “controle territorial e intimidar moradores” com o objetivo de garantir o comércio de drogas. As diligências apontaram que os suspeitos também estão envolvidos em roubos relacionados às atividades da organização.
Combate à expansão territorial na Zona Sudoeste
Na cidade do Rio de Janeiro, a Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco-IE) mira a “Equipe Astro”. Esse braço armado do Comando Vermelho é apontado como o executor de invasões na Zona Sudoeste para retomar áreas de milicianos e rivais.
Um suspeito foi detido durante as primeiras horas da operação. O alvo central dos agentes é Rubens Mateus Lisboa Ribeiro, conhecido como “Astro” ou “Lisboa”, apontado como o mandante de ataques recentes em bairros como Rio das Pedras, Muzema, Curicica e Camorim.
A estrutura da organização contava com forte aparato bélico e monitoramento das forças de segurança. Segundo a Draco, a ação é um desdobramento das investigações sobre Pierre Sá da Silva, o “PQD”, morto em confronto recente, que usava experiência militar para treinar o tráfico.