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Setembro Amarelo: 7 livros sobre valorização da vida

Da ficção à psicologia, confira obras que abordam temas como luto, autocuidado, solidão e recomeços

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Livros podem oferecer diferentes perspectivas para compreender as emoções e valorizar a vida (Imagem: ShotPrime Studio | Shutterstock)

A campanha Setembro Amarelo é um convite para falar sobre saúde mental com mais empatia e menos tabus. O movimento reforça a importância de reconhecer o sofrimento, buscar apoio e lembrar que ninguém precisa enfrentar momentos difíceis sozinho.

Para contribuir com essa conversa, reunimos livros que abordam diferentes aspectos do cuidado emocional. Entre ficção, relatos pessoais, psicologia e reflexões sobre espiritualidade, as obras passam por temas como luto, depressão, solidão, ansiedade, esgotamento, vícios, autocuidado e recomeços, ao oferecer diferentes perspectivas para compreender as emoções e valorizar a vida. Confira as indicações e escolha sua próxima leitura!

1. Coragem para recomeçar

Capa do livro Coragem para recomeçar, de Marcos Lacerda: sobre fundo azul-marinho, a escultura de mármore branco de uma figura feminina aparece restaurada com as rachaduras preenchidas por ouro.
Em “Coragem para recomeçar”, o psicólogo Marcos Lacerda reúne psicologia, filosofia e espiritualidade para falar sobre luto, perdas e reconstrução (Imagem: Reprodução digital | Latitude)

Luto, términos, mudanças e perdas fazem parte da vida, mas nem sempre é fácil encontrar forças para seguir em frente. Neste lançamento da Latitude, o psicólogo Marcos Lacerda une psicologia, psicanálise, filosofia, espiritualidade e mitologia para refletir sobre os processos emocionais envolvidos nos recomeços. Com relatos pessoais e de consultório, metáforas, testes e exercícios práticos, o autor mostra que reconstruir a própria vida não significa apagar as marcas do passado, mas transformá-las em parte de uma nova trajetória.

2. Você vai ver que eu tenho razão

Capa do livro "Você vai ver que eu tenho razão", de Maria Carolina Amendolara: ilustração geométrica em laranja e roxo na qual uma pequena figura escura despenca por uma fresta cortada por uma linha amarela luminosa.
Autoficção de Maria Carolina Amendolara, “Você vai ver que eu tenho razão” entrelaça memória, culpa e luto após uma tragédia pessoal (Imagem: Reprodução digital | Giostri Editora)

Escrita por Maria Carolina Amendolara, esta autoficção entrelaça memória, culpa e luto na tentativa de reconstruir a vida após uma tragédia pessoal. A partir da história de Catarina, uma mulher que perde o ex-marido, a autora lança luz sobre os impactos emocionais da perda e os desafios enfrentados por quem convive com transtornos psiquiátricos. A narrativa também provoca reflexões sobre a negligência da saúde mental nos círculos familiares e sociais e as fragilidades da rede de cuidado.

3. Sobre amendoins, solidão e o outro eu

Capa do livro "Sobre amendoins, solidão e o outro eu", de Igor Maneiro: sobre fundo roxo, um desenho a traço mostra um jovem diante do próprio reflexo, ao lado de um pé de amendoim e de um pote de comprimidos derramado.
Na ficção “Sobre amendoins, solidão e o outro eu”, um jovem passa a conviver com uma versão de si mesmo que surge após o uso de um medicamento para dormir (Imagem: Reprodução digital | Flyve)

Na ficção escrita pelo psicólogo Igor Maneiro, o leitor acompanha Antônio, um jovem em busca de sentido para a vida enquanto enfrenta uma crise depressiva. Ao iniciar um tratamento psiquiátrico e recorrer a medicamentos para dormir, ele passa a lidar com a presença de um “outro eu”, uma versão de si que surge sob o efeito do indutor do sono e aproveita seu estado de consciência reduzida para tomar decisões.

4. Civilização selvagem ou tigelas de barro espatifadas no chão

Capa do livro "Civilização selvagem ou tigelas de barro espatifadas no chão", de Francisco Neto Pereira Pinto: pintura colorida em textura de tinta a óleo, com flores vermelhas em primeiro plano e formas que lembram prédios de uma cidade ao fundo.
“Civilização selvagem ou tigelas de barro espatifadas no chão” retrata personagens que tentam equilibrar responsabilidades, afetos e necessidades pessoais (Imagem: Reprodução digital | Mercado de Letras)

Em uma série de contos, o psicanalista Francisco Neto Pereira Pinto lança um olhar sensível sobre os desafios emocionais da vida contemporânea. As narrativas abordam a solidão, a exaustão provocada pelo trabalho, as fragilidades das relações e os impactos das transformações sociais na saúde mental. Entre sobrecargas e desencontros, os personagens enfrentam dilemas que revelam a dificuldade de equilibrar responsabilidades, afetos e necessidades pessoais.

5. Arte de sentir

Capa do livro "Arte de sentir", de Karina Picon: sobre fundo azul, a ilustração de uma mulher desenhando em um caderno aberto, cercada por lápis de cor e flores.
Da escritora e psicóloga clínica Karina Picon, “Arte de sentir” usa o desenho livre como caminho para o autoconhecimento (Imagem: Reprodução digital | Boa Nova Editora)

Em uma rotina marcada pelo excesso de estímulos e pelas constantes cobranças, reservar um momento para o silêncio e para olhar para o próprio mundo interior pode ser um importante exercício de autocuidado. É com essa proposta que a escritora e psicóloga clínica Karina Picon apresenta uma obra que utiliza o desenho livre, as cores e os traços como caminhos para estimular a reflexão, a expressão das emoções e o autoconhecimento.

6. Descomplicando a Menopausa

Capa do livro “Descomplicando a Menopausa”, de Waldir Moreno Arevalo: ilustração em tons de vermelho, azul e roxo com a silhueta de uma mulher de perfil sobre uma paisagem de montanhas, ao lado de um termômetro com uma chama e de gotas de suor.
Em “Descomplicando a Menopausa”, o ginecologista Waldir Moreno Arevalo esclarece as mudanças de qualidade de vida no climatério (Imagem: Reprodução digital | Ipê das Letras)

A saúde mental da mulher madura depende da informação. Nesta obra, o especialista em ginecologia e membro da Sociedade Brasileira de Climatério, Waldir Moreno Arevalo, esclarece as mudanças na qualidade de vida no período do climatério. O autor considera o feminino contemporâneo e a ausência de qualidade de vida quando os sintomas não são tratados devido à contraindicação absoluta ou ao medo. Para além da medicina, o ginecologista desperta o olhar para a mulher em sua totalidade.

7. Vícios

Capa do livro “Vícios”, de Dr. Juliano Pimentel: sobre fundo claro estampado com desenhos de cérebros, fotos de um copo de bebida derramado, cigarros em um cinzeiro, um celular, cartas e fichas de baralho, comprimidos e doces.
Em “Vícios”, o Dr. Juliano Pimentel investiga como a busca por alívio imediato pode se transformar em dependência (Imagem: Reprodução digital | Citadel Editora)

Neste livro, Dr. Juliano Pimentel investiga como a busca por alívio imediato pode se transformar em dependência e afetar a saúde emocional, as relações e a autonomia. Na obra, publicada pela Citadel Editora, o autor aborda ansiedade, isolamento, uso excessivo de telas, jogos e outros comportamentos compulsivos, mostrando como reconhecer padrões destrutivos e buscar mudanças antes que eles se agravem.

Por Dielin da Silva