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Saúde

De onde veio o piolho? Entenda como acontece a transmissão e por que higiene não é o problema

A transmissão pode acontecer em diferentes situações de contato próximo, não sendo possível determinar um culpado

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O piolho pode atingir qualquer pessoa, embora seja mais frequente entre crianças (Imagem: Evgeny Atamanenko | Shutterstock)

Quando alguém aparece em casa com piolho, uma das primeiras dúvidas costuma ser sobre como o parasita foi parar no cabelo. Pequeno, incômodo e bastante comum, principalmente entre crianças, ele pode causar coceira e gerar preocupação entre pais e responsáveis quando é identificado. Nesse momento, é natural tentar descobrir onde ocorreu o contato que provocou a infestação. No entanto, nem sempre é possível determinar exatamente quando ela começou ou de quem o inseto veio.

Segundo José Andys Oliveira Rodrigues, coordenador do curso de Enfermagem da Faculdade Anhanguera, a pediculose, nome dado à infestação por piolhos, pode atingir qualquer pessoa, embora seja mais frequente entre crianças devido ao contato físico próximo em escolas, creches e outros ambientes coletivos.

“Ter piolho não significa falta de higiene. A transmissão acontece principalmente pelo contato direto entre os cabelos, especialmente cabeça com cabeça. Por isso, quando há convivência próxima entre várias pessoas, o parasita pode circular com mais facilidade”, explica.

Afinal, dá para saber de quem veio o piolho?

Na maioria das situações, apontar exatamente onde começou a infestação é difícil. Isso porque uma pessoa pode estar com piolhos antes mesmo de perceber os primeiros sinais e manter contato próximo com outras durante esse período. Por isso, diante da identificação de um caso, mais importante do que tentar descobrir a origem é verificar as pessoas que tiveram contato próximo e iniciar os cuidados necessários para interromper a transmissão.

Piolho pula de uma cabeça para outra?

Apesar de ser um dos mitos mais conhecidos sobre o tema, os piolhos não pulam nem voam. Eles se deslocam rastejando e passam de uma pessoa para outra, principalmente pelo contato direto entre os cabelos. O compartilhamento de objetos que entram em contato com a cabeça, como pentes, escovas, bonés e acessórios de cabelo, também deve ser evitado.

Mulher loira sorridente penteia o cabelo longo e loiro de uma menina sentada à sua frente na cama. A menina veste um pijama azul com estampa de nuvens e olha para o lado sorrindo.
O uso do pente-fino e de produtos adequados pode auxiliar no combate aos piolhos (Imagem: LightField Studios | Shutterstock)

Como eliminar piolhos e lêndeas?

O pente-fino pode auxiliar na remoção mecânica dos piolhos e das lêndeas e deve ser utilizado cuidadosamente, separando o cabelo em pequenas mechas. Dependendo do caso, também podem ser indicados produtos específicos para o tratamento da pediculose.

José Andys Oliveira Rodrigues alerta, porém, para os riscos de recorrer a receitas caseiras ou utilizar produtos inadequados no couro cabeludo, principalmente em crianças. “Substâncias utilizadas sem orientação podem provocar irritações, intoxicações e outros problemas. Caso haja dúvida sobre qual tratamento utilizar ou a infestação persista mesmo após os cuidados iniciais, é importante procurar orientação de um profissional de saúde”, orienta.

É possível prevenir?

Não existe uma forma de impedir completamente o contato com o parasita, mas alguns cuidados ajudam a reduzir a transmissão. Evitar compartilhar objetos pessoais que tenham contato com os cabelos, observar o couro cabeludo diante de coceira frequente e comunicar à escola quando um caso for identificado são algumas das medidas recomendadas.

Além disso, tratar a situação sem constrangimento é importante, principalmente quando envolve crianças. “A pediculose é comum e pode acontecer independentemente dos hábitos de higiene. Quando um caso é identificado, o foco deve estar no tratamento e na prevenção de novas transmissões, e não em procurar culpados”, finaliza José Andys Oliveira Rodrigues.

Por Priscila Dezidério