Rio
MPRJ denuncia cinco homens por morte de ciclista confundido com ladrão
Grupo com seguranças e entregadores responderá por homicídio qualificado; entenda os próximos passos do caso que pode ir para o Tribunal do JúriO Ministério Público do Rio de Janeiro denunciou cinco homens pelo assassinato do ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira, de 37 anos, ocorrido em agosto de 2023 em Copacabana. A acusação formal é de homicídio triplamente qualificado, considerando o uso de meio cruel, motivo fútil e a impossibilidade de defesa da vítima.
A Justiça decidirá se os réus serão levados ao Tribunal do Júri. O grupo é acusado de participar de um linchamento motivado por uma suspeita infundada de furto na Zona Sul do Rio.
O inquérito policial revelou que Cláudio Rafael foi atacado na Rua Barata Ribeiro ao ser confundido com um ladrão de bicicletas. Ele usava o veículo de sua irmã e parou perto de uma farmácia. No local, seguranças particulares o cercaram e agrediram com socos, chutes e dezenas de golpes de madeira por quase dez minutos.
Denunciados que podem ir a júri
A denúncia da 2ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal inclui entregadores e seguranças que atuavam na região. Dois deles também respondem por exercerem a profissão sem autorização legal.
Ailton José da Silva: entregador preso por participação direta no crime.
Davi Santos Machado: segurança detido, acusado de homicídio e exercício ilegal da profissão. A Justiça quebrou seu sigilo telefônico.
Felipe Eduardo dos Santos Silva: trabalhador de entregas que está sob custódia policial.
Jorge Luiz Ricardo Dias: segurança preso que trabalhava de forma irregular.
Wellington Luiz Santos de Souza: único dos cinco acusados que permanece foragido.
A 1ª Vara Criminal da Comarca da Capital autorizou o acesso aos dados telefônicos de Davi Santos Machado para auxiliar a esclarecer a dinâmica do crime e as comunicações durante o linchamento.
Outros envolvidos no caso
Além dos cinco principais acusados, outras oito pessoas foram indiciadas pela Polícia Civil por infrações de menor gravidade. O Ministério Público recomendou que esse grupo seja processado no 4º Juizado Especial Criminal.
Aluísio da Silva Filho: indiciado por atuar como segurança privado irregular.
Antonia Sandra Rodrigues Ferreira: apontada como partícipe no esquema de segurança ilegal.
Antonio Gonçalves Santiago Neto: responde pela participação em atividades de vigilância particular.
Antônio Ivan Alves Pereira: indiciado por auxiliar na segurança irregular.
Antônio Marcos Pires Sudre da Silva: responde pelo exercício irregular da profissão.
João Cleber de Souza Santiago: investigado por omissão de socorro à vítima.
Lucilene Barros da Silva: citada como colaboradora nas atividades de vigilância sem autorização.
Rayane de Souza Batista Silva: indiciada por lesão corporal contra o ciclista.
Os oito respondem aos procedimentos em liberdade. Caberá ao Judiciário decidir se o caso será desmembrado ou se todos os envolvidos serão julgados conjuntamente.