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Piscina plástica de 5 mil litros na cobertura vaza, infiltra a laje do vizinho e destrói o teto de gesso e a TV de R$ 6 mil do morador do andar de baixo

Vazamento em piscina de 5 mil litros na cobertura causa infiltração silenciosa.

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O Código Civil determina que quem causa dano a outra pessoa por ação, omissão ou descuido tem o dever de reparar o prejuízo, mesmo sem ter agido de má-fé.

Uma piscina plástica de 5 mil litros parecia a solução perfeita para o verão na cobertura. Foi assim que Fabrício se viu no centro de um caso de vazamento na cobertura depois que a água escorreu pela laje, atingiu o apartamento de baixo e destruiu o teto de gesso e uma TV de R$ 6 mil do vizinho. A história é fictícia, mas mostra o que o Código Civil diz sobre danos causados a partir do próprio imóvel.

Como Fabrício instalou a piscina de 5 mil litros na cobertura do prédio?

Fabrício comprou um apartamento de cobertura com terraço amplo e decidiu montar uma piscina plástica desmontável para receber a família nos fins de semana de calor. A ideia parecia simples e barata, sem obra pesada nem reforma estrutural.

O que ele não avaliou foi a carga concentrada de água em cima da laje, algo que a engenharia chama de sobrecarga estrutural e que sempre exige atenção técnica.

A vontade de aproveitar a cobertura com a família nunca foi um erro de Fabrício.

O que aconteceu quando o vazamento oculto atingiu o andar de baixo do prédio?

Durante semanas, uma pequena falha na base da piscina foi liberando água aos poucos sobre o piso do terraço. A umidade encontrou fissuras da laje e desceu direto para o teto do apartamento de baixo.

Numa manhã, o vizinho acordou com o teto de gesso caído sobre a sala, uma televisão de R$ 6 mil queimada e o piso encharcado.

Mas afinal, o que diz o Código Civil sobre danos causados por vazamento no próprio imóvel?

O Código Civil determina que quem causa dano a outra pessoa por ação, omissão ou descuido tem o dever de reparar o prejuízo, mesmo sem ter agido de má-fé.

A lei também protege expressamente a segurança e o sossego do vizinho, autorizando a interrupção de qualquer uso do imóvel que gere risco ou dano à propriedade ao lado, em cima ou embaixo.

Quais são os pontos que a lei observa quando um vazamento atinge o vizinho de baixo?

Um vazamento como esse dificilmente se resolve só com uma reforma no teto. A lei estabelece um caminho de responsabilização que envolve reparo, prova técnica e ressarcimento dos objetos danificados.

Os pontos que a lei considera em situações assim são estes:

1
Origem do vazamento O laudo técnico precisa apontar de onde partiu a água que gerou a infiltração.
2
Dever de reparar Quem causa dano ao vizinho tem o dever de arcar com o conserto, mesmo sem intenção.
3
Ressarcimento de objetos A reparação inclui móveis, eletrônicos e acabamentos comprovadamente destruídos pela água.
4
Danos morais Situações de perda de uso do imóvel ou grande transtorno podem gerar indenização adicional.
5
Papel do condomínio O condomínio pode notificar, aplicar multa e cobrar ação para conter risco à estrutura do prédio.

Por que a lei responsabiliza mesmo quem não teve intenção de causar o prejuízo?

Porque o dano existiu, atingiu uma pessoa que não teve nenhuma participação na decisão e alguém precisa arcar com o custo dele, sob pena de o vizinho pagar sozinho por um problema que não foi criado por ele.

A ideia é simples: quem instala qualquer estrutura no próprio imóvel assume o risco de que ela funcione bem, e se algo falha e prejudica terceiros, o dever de reparar acompanha esse risco.

O que muda quando comparamos a piscina de Fabrício com o caminho previsto na lei?

A diferença entre a solução de Fabrício e uma piscina de terraço sem conflito não está no gosto por lazer em casa, mas no cuidado técnico com o peso da água e a manutenção do equipamento.

A comparação entre o que Fabrício fez e o que a lei exige de quem tem cobertura fica clara na tabela:

Etapa O que Fabrício fez O que a lei exige
Escolha do equipamento Antes da instalação Instalou piscina plástica de 5 mil litros sem laudo estrutural Peso concentrado exige avaliação de engenheiro
Comunicação ao condomínio Antes de encher a piscina Não avisou o síndico nem consultou a convenção do prédio Instalações na cobertura pedem aval do condomínio
Manutenção do equipamento Durante o uso Não verificou vazamentos periodicamente na base plástica Manter equipamento em condições seguras é dever do dono
Dano ao vizinho Depois da infiltração Teto de gesso caído e TV de R$ 6 mil destruída Dever de reparar todo o prejuízo comprovado
Solução do caso Após a notificação Arcou com reforma do teto e reposição do aparelho Ressarcimento previsto no Código Civil

Leia também: Cano estoura dentro da parede e a conta de água chega a R$ 1.200 em casa alugada: quem paga, o inquilino ou o proprietário.

O que se aprende com a história de Fabrício?

A vontade de aproveitar a cobertura com a família nunca foi um erro de Fabrício. Instalar uma piscina desmontável parecia uma opção prática, comum em muitos prédios.

Quem realmente quer instalar uma piscina na cobertura precisa seguir esse roteiro: consultar um engenheiro para avaliar a resistência da laje, verificar o que a convenção do condomínio permite, revisar periodicamente a base e as conexões do equipamento e, se algum dano acontecer, comunicar imediatamente o vizinho, o síndico e o seguro do imóvel, buscando apoio de um advogado especializado em direito civil para conduzir a reparação.