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Trio carioca Lunares retoma a carreira após seis anos com “Triptofano”

Single instrumental já disponível pela Algohits antecipa o EP de estreia do grupo, realizado pelos selos Abraxas e Urutu Discos

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Divulgação / TMJ Brazil

Seis anos após entrar em estúdio e interromper os planos por causa da pandemia, o trio instrumental carioca Lunares retoma sua trajetória com “Triptofano”. Já disponível nas plataformas digitais em parceria com a Algohits, o single integra o primeiro EP da banda, realizado pelos selos Abraxas e Urutu Discos.

Formado no Rio de Janeiro por Bauer França, Guilherme Vaz e Vicente Barroso, o Lunares constrói uma experiência instrumental que alterna momentos de contemplação e explosões sonoras. Em “Triptofano”, riffs de guitarra, ritmos intensos, improvisação e psicodelia pesada atravessam referências do hard psych, rock progressivo, stoner rock e fusion.

Composta pelo guitarrista Guilherme Vaz, a faixa leva o nome do aminoácido associado à produção de serotonina e à regulação do sono. A ideia também traduz a sensação provocada pela música: uma suspensão da rotina, guiada por mudanças de dinâmica e por uma guitarra que ocupa o papel normalmente reservado à voz.

“‘Triptofano’ foi uma das primeiras músicas apresentadas pelo Lunares e, desde os primeiros ensaios no Coletivo Machina, era a que mais parecia definir a identidade da banda. Sempre nos sentimos bem tocando essa faixa, e o nome vem um pouco disso.

Gravada no início de 2020, no Estúdio Terra, “Triptofano” faz parte do EP homônimo do Lunares, composto por quatro faixas. O trabalho foi produzido pela própria banda, com coprodução de Daniel Duarte e Francisco Patetucho. O percussionista Tom Andrade participa das quatro músicas, enquanto Patetucho também assina a mixagem, masterização e os sintetizadores.

As bases foram registradas ao vivo, preservando a interação entre os integrantes e abrindo espaço para improvisos durante as sessões. Influenciado por nomes como Earthless, Psilocibina e Quarto Astral, o trio apostou em arranjos enxutos, nos quais a guitarra conduz a narrativa em meio a blocos rítmicos e passagens psicodélicas.

Pouco depois das gravações, a pandemia interrompeu o lançamento. A distância entre os integrantes também se ampliou: Guilherme vive em Lisboa, Bauer permanece no Rio de Janeiro e Vicente mora em São Paulo. A primeira reunião do trio só aconteceu em 2024, com apresentações no Rio e em São Paulo, reacendendo a vontade de concluir e lançar o projeto.

“Tocar essas músicas é um momento de escape da rotina. Também é um prazer reencontrar pessoas que, mesmo com o passar dos anos, continuaram acompanhando e valorizando nosso trabalho.

O lançamento chega acompanhado de um visualizer com imagens de apresentações da banda em São Paulo, em 2024, conectando o material gravado antes da pandemia à retomada do Lunares nos palcos.

Criado em 2016, o Lunares nasceu no Coletivo Machina, espaço da Lapa que funcionou como estúdio, casa de shows e ponto de encontro da cena independente carioca. Foi ali que os integrantes desenvolveram sua linguagem instrumental enquanto acompanhavam de perto diferentes vertentes do rock nacional.

Desde então, a banda passou por espaços e eventos como Audio Rebel, Aparelho, Void, Aldeia Rock Festival, Hocus Pocus Festival e produções do selo Abraxas. A relação dos músicos com o skate e outros esportes radicais também levou o trio ao MIMPI Surf Skate Film Sessions, ao Osklen Surfing Concrete Sessions e ao encerramento do festival I Love XV, em 2019.

Com “Triptofano” e a chegada do EP homônimo, o Lunares transforma um projeto interrompido em ponto de partida para uma nova fase. Além das próximas faixas, a banda já prevê novos shows e gravações para 2027.

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