Morador corta árvore da calçada depois que as raízes começam a quebrar o muro, mas descobre que nem a árvore em frente à própria casa pode ser retirada sem autorização - Super Rádio Tupi
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Morador corta árvore da calçada depois que as raízes começam a quebrar o muro, mas descobre que nem a árvore em frente à própria casa pode ser retirada sem autorização

Cortar árvore da calçada sem autorização pode trazer problemas e até uma rachadura no muro exige avaliação do caso

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Morador corta árvore da calçada depois que as raízes começam a quebrar o muro, mas descobre que nem a árvore em frente à própria casa pode ser retirada sem autorização
Rachaduras no muro precisam ser documentadas e avaliadas antes de atribuir a causa às raízes

Uma árvore da calçada com raízes próximas de um muro rachado pode colocar o morador diante de uma decisão apressada: contratar alguém para derrubá-la. Porém, a preocupação com o imóvel não dispensa a análise das regras ambientais. A retirada envolve avaliação técnica, procedimentos municipais e, em determinadas situações, consequências previstas na legislação federal.

Por que a árvore em frente à casa não pode ser tratada como propriedade particular?

Estar diante do portão não dá ao proprietário liberdade para decidir sobre a arborização do passeio público. Mesmo quando o morador plantou a muda ou cuidou dela durante anos, o corte precisa observar as normas aplicáveis. A responsabilidade pela conservação da calçada também não equivale a uma autorização para remover a vegetação existente nela.

Considere uma situação hipotética: um morador percebe rachaduras, atribui o problema às raízes e manda cortar o tronco. A intenção de proteger o muro explica sua preocupação, mas não resolve a regularidade da intervenção. O dano ao imóvel deve ser documentado e avaliado, sem transformar uma suspeita sobre sua origem em autorização automática.

Morador corta árvore da calçada depois que as raízes começam a quebrar o muro, mas descobre que nem a árvore em frente à própria casa pode ser retirada sem autorização
Rachaduras no muro precisam ser documentadas e avaliadas antes de atribuir a causa às raízes

O que fazer quando as raízes parecem estar quebrando o muro?

O primeiro passo é registrar o problema e procurar o setor municipal responsável pela arborização. Também pode ser necessária uma avaliação da construção, pois uma rachadura próxima da árvore não demonstra, sozinha, sua causa. Para apresentar uma solicitação com informações úteis, organize os seguintes registros:

  • Fotografias do muro, do passeio e da árvore inteira, feitas de um local seguro;
  • Endereço completo e referência que permita identificar o exemplar correto;
  • Datas em que as rachaduras foram percebidas e registros de sua evolução;
  • Descrição de dificuldades de passagem ou de outros danos observados;
  • Relatório de profissional habilitado, quando necessário para esclarecer a causa ou o risco;
  • Número do protocolo e cópias das respostas recebidas da prefeitura.

Qual lei pode ser aplicada ao corte irregular?

O artigo 49 da Lei nº 9.605/1998, conhecida como Lei de Crimes Ambientais, trata de danos a plantas de ornamentação de logradouros públicos ou de propriedade privada alheia. A previsão inclui detenção de três meses a um ano, multa ou ambas. O enquadramento de uma árvore da calçada nesse dispositivo depende das características e circunstâncias do caso.

Isso não significa que qualquer intervenção resulte automaticamente em condenação. A apuração precisa considerar os fatos, as autorizações e as hipóteses legais aplicáveis. Além da esfera penal, podem existir consequências administrativas conforme a legislação pertinente. Sem identificar o município e a situação concreta, não é correto anunciar um valor único de multa para todo o Brasil.

Morador corta árvore da calçada depois que as raízes começam a quebrar o muro, mas descobre que nem a árvore em frente à própria casa pode ser retirada sem autorização
Rachaduras no muro precisam ser documentadas e avaliadas antes de atribuir a causa às raízes

Existe uma exceção quando há risco de acidente e o órgão não responde?

Existe uma previsão específica introduzida pela Lei nº 15.299/2025 no artigo 49. Ela considera tacitamente autorizada a poda ou o corte e afasta o crime previsto nesse artigo quando determinadas condições são atendidas. Não basta fazer qualquer pedido e esperar 45 dias: a regra exige os seguintes elementos:

  • Requerimento dirigido ao órgão ambiental responsável, solicitando a poda ou o corte;
  • Possibilidade de acidente devidamente atestada por empresa ou profissional habilitado;
  • Ausência de resposta fundamentada do órgão dentro do prazo máximo de 45 dias;
  • Esgotamento desse prazo nas condições estabelecidas pelo dispositivo.

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A avaliação do muro e da árvore precisa orientar a solução

Uma trinca deve entrar no pedido de vistoria, mas não substitui a comprovação técnica exigida para a hipótese de risco de acidente. Se houver perigo imediato, afaste-se do trecho e acione o serviço de emergência competente. Cortar raízes ou tentar derrubar o exemplar por conta própria não é uma forma segura de avaliar o problema.

Para resolver o conflito entre a árvore da calçada e o imóvel, guarde os registros e confirme qual intervenção foi autorizada, quem pode executá-la e quais condições devem ser cumpridas. O objetivo da solicitação deve ser claro: identificar a causa do dano, proteger quem circula pelo local e definir uma solução compatível com a segurança da construção e as regras de arborização.