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Operação mira milícia que extorquia moradores em São João de Meriti

Agentes da Draco cumprem mandados em endereços usados como paiol e prendem suspeito

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Fotos: Divulgação

A Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) realizou uma ofensiva nesta terça-feira em São João de Meriti para desarticular uma milícia que atua na Baixada Fluminense. A investigação revela que o grupo criminoso tem modificado constantemente seus esconderijos e a logística de transporte de armas para tentar escapar do monitoramento policial.

Os agentes realizam buscas no Complexo do Morro do Pau Branco e em Venda Velha, áreas onde a organização mantém forte influência. Durante a ação, um homem foi detido em flagrante com uma arma de fogo ilegal.

Mobilidade e depósitos de armas

De acordo com a Polícia Civil, os milicianos utilizam casas na região para guardar e ocultar o arsenal empregado nas atividades do bando. O setor de inteligência mapeou que a quadrilha possui alta capacidade de reorganização, alterando pontos de apoio e reforçando a comunicação interna diante das recentes investidas das autoridades.

A organização paramilitar utiliza o poder bélico para impor ordens e explorar economicamente a comunidade por meio de cobranças ilícitas e ameaças. A investigação detalha que o bando é liderado por um criminoso que usa a força armada para submeter moradores e comerciantes ao controle imposto pela milícia.

As autoridades apontam que os alvos dos mandados de busca são considerados “peças relevantes” na estrutura da organização. Com o avanço das buscas, a polícia espera desestabilizar o grupo e coletar provas adicionais sobre o armazenamento de material bélico em imóveis residenciais.

Investigação avançou após prisão de líder

O desdobramento desta terça-feira ocorre após a captura de Marlon Aurélio Gomes de Souza, conhecido como “Taz”, que foi detido no dia 16 de setembro. Ele é apontado pelas investigações como o chefe do “braço armado” da organização criminosa que atua no município.

A partir da prisão de “Taz”, os policiais conseguiram reunir novos elementos de prova sobre o funcionamento da milícia. As diligências recentes ajudaram a identificar o papel de outros integrantes na estrutura e localizar os endereços usados pela quadrilha para esconder materiais ilícitos.

A Polícia Civil mantém as diligências para localizar outros envolvidos e mapear a rede de apoio que sustenta as atividades paramilitares na região de Venda Velha. Todo o material apreendido durante a operação será levado para a sede da delegacia especializada para análise e continuidade do inquérito.