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Globo, ESPN, Record e CazéTV rebatem críticas e defendem divisão do Brasileirão na TV
Empresas que exibem o Campeonato Brasileiro rebatem acusações de práticas abusivas e afirmam que a divisão dos direitos de transmissão ampliou a concorrência e beneficiou o mercado
Globo, Record, SBT, ESPN e CazéTV defenderam junto ao Cade o modelo de comercialização dos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro adotado pela Liga Forte União (LFU). Em respostas enviadas ao órgão regulador, as empresas negaram qualquer prática abusiva ou favorecimento nos contratos e destacaram os benefícios da divisão dos pacotes de mídia.
A manifestação das emissoras faz parte de uma investigação aberta pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica para apurar possíveis irregularidades nos acordos firmados pela LFU. O caso surgiu após questionamentos envolvendo a permanência de clubes no bloco e eventuais restrições contratuais para uma mudança de liga.
Documentos enviados ao Cade mostram que as empresas responderam a uma série de perguntas sobre o processo de negociação dos direitos de transmissão. Entre os pontos analisados pelo órgão estão a existência de vantagens indevidas para determinadas empresas e possíveis cláusulas consideradas anticompetitivas.
A Globo afirmou que a comercialização coletiva dos direitos contribui para a valorização do Campeonato Brasileiro como produto e fortalece a competição no mercado audiovisual.
Já a Record destacou que o modelo de divisão dos pacotes permitiu sua volta às transmissões do Brasileirão após quase duas décadas afastada da principal competição nacional. Para a emissora, a fragmentação ampliou as oportunidades de participação de diferentes grupos de mídia.
A ESPN também avaliou positivamente o formato, embora tenha ponderado que a estrutura pode dificultar negociações isoladas envolvendo clubes de maior expressão que desejem deixar um dos blocos de negociação.
O SBT, que participou das disputas pelos direitos, mas não chegou a fechar acordo para transmitir a competição, reconheceu que o modelo traz avanços em termos de organização. A emissora, porém, ressaltou que seus efeitos dependem de fatores como exclusividade, duração dos contratos e transparência das negociações.
Por sua vez, a CazéTV afirmou que a divisão dos direitos abriu espaço para novos players digitais no mercado esportivo. Segundo a empresa, um cenário de exclusividade concentrada poderia dificultar a entrada de projetos independentes nas transmissões do Campeonato Brasileiro.
A investigação do Cade teve início após reclamações do CSA, de Alagoas, sobre cláusulas presentes nos contratos da Liga Forte União. Em junho, o órgão chegou a adotar uma medida preventiva para evitar possíveis obstáculos à saída de clubes do grupo, caso desejassem migrar para outra liga.
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