Botafogo
John Textor aciona Justiça contra Botafogo e tenta barrar assembleia
Empresário acusa clube social de “tentativa de roubo” e pede suspensão de assembleia que pode alterar novamente a estrutura da SAF
O empresário John Textor acionou a Justiça do Rio de Janeiro na última segunda-feira (21) para tentar barrar os próximos passos do Botafogo na disputa pelo controle da SAF. O ex-controlador entrou com uma ação na 7ª Vara Empresarial do Rio e pediu o cancelamento do bônus de subscrição que levou o clube social a assumir 51% das ações, além da suspensão da Assembleia Geral Extraordinária marcada para quinta-feira (24). A informação foi divulgada inicialmente pela ESPN.
Na ação, Textor também solicita uma liminar para preservar seus direitos acionários até que a disputa seja analisada em arbitragem. O empresário sustenta que a estrutura societária da SAF não poderia ser modificada enquanto a Justiça discute a titularidade das ações. Além disso, ele cita uma decisão da Justiça da Flórida que o reconheceu como proprietário de 90 mil ações Classe B da SAF, correspondentes à estrutura original de 90% do capital.
Textor acusa Botafogo social de “tentativa de roubo”
John Textor acusou o clube social de promover uma “tentativa de roubo” e afirmou que continuará defendendo seus direitos no Brasil. Segundo o empresário, ele teria tentado realizar novos aportes financeiros no Botafogo nos últimos meses, mas essas iniciativas teriam sido bloqueadas.
Textor também afirmou que apresentou uma oferta de US$ 95 milhões e mencionou uma aprovação de aporte de US$ 100 milhões ocorrida no fim de junho. De acordo com o empresário, as propostas representavam tentativas concretas de colocar recursos na SAF. As declarações, contudo, fazem parte da argumentação apresentada por Textor no contexto da disputa societária.
Bônus levou Botafogo a 51% da SAF
A disputa ganhou força depois que o Botafogo associativo acionou o bônus de subscrição previsto no acordo de acionistas. Com a operação, o clube social passou a deter 51% das ações, enquanto a Eagle Bidco ficou com 49%. A medida foi tomada sob a alegação de descumprimento do acordo de acionistas.
Agora, Textor tenta impedir que essa estrutura avance. Paralelamente, a Eagle Bidco está sob administração da empresa britânica Cork Gully, enquanto a GDA Luma, liderada pelo empresário Gabriel de Alba, negocia a forma de assumir efetivamente o controle da SAF. Entre as alternativas discutidas estão o drag along e um novo aumento de capital.
Assembleia pode mudar novamente a composição da SAF
A Assembleia Geral Extraordinária está marcada para 24 de setembro, às 11h, em formato digital. Segundo o edital oficial, os acionistas votarão uma proposta de aumento de capital da SAF. O encontro terá segunda convocação prevista para 29 de setembro, caso necessário.
O aumento proposto é de R$ 2 milhões, com emissão de novas ações. O valor tem como objetivo atender necessidades financeiras da SAF, incluindo o pagamento de parte da folha salarial. Como os acionistas terão direito de preferência, a participação da Eagle poderá ser diluída caso ela não acompanhe proporcionalmente a operação.