Nova iniciativa política tenta impedir o avanço das IAs superinteligentes que prometem superar o domínio humano sobre as tecnologias do futuro - Super Rádio Tupi
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Nova iniciativa política tenta impedir o avanço das IAs superinteligentes que prometem superar o domínio humano sobre as tecnologias do futuro

Proposta de lei quer banir o progresso de máquinas superinteligentes que desafiam nossa compreensão; veja detalhes da estratégia legislativa

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Uma figura humana observa uma grande cabeça de robô com código binário e rede neural
Créditos: depositphotos.com / [email protected]

O receio de um futuro dominado por IAs (inteligências artificiais) autônomas ganhou uma resposta política concreta em Washington. No início de setembro de 2026, o senador Bernie Sanders e o deputado Greg Casar apresentaram um projeto de lei. Nesse sentido, a proposta busca banir permanentemente o desenvolvimento de sistemas considerados “superinteligentes”. Ou seja, são sistemas com capacidades que superam o controle e o entendimento humano.

O que o projeto de lei propõe exatamente?

Chamado formalmente de “Ban Artificial Superintelligence Act” (Ato de Banimento de Superinteligência Artificial), o texto propõe o banimento permanente do desenvolvimento de superinteligência. Além disso, estabelece uma pausa temporária para sistemas de IA avançada, ainda não superinteligentes. Nesse período, especialistas devem criar e auditar protocolos de segurança. Por outro lado, o projeto prevê penalidades severas para violações, incluindo até 20 anos de prisão. Dessa forma, a proposta equipara o desenvolvimento de superinteligência não autorizada à proliferação de armas nucleares.

Isso vai proibir toda a inteligência artificial?

Não. Antes de tudo, é fundamental esclarecer que a proposta legislativa foca exclusivamente nos modelos de fronteira, com potencial para se tornarem superinteligências. Portanto, ferramentas de IA já integradas ao cotidiano não seriam afetadas. Por exemplo, é o caso de assistentes virtuais, sistemas de recomendação e chatbots de atendimento ao cliente.

Nesse contexto, o alvo do projeto são os sistemas experimentais. Seu comportamento e suas consequências de longo prazo ainda são imprevisíveis. Além disso, cientistas como Geoffrey Hinton, pioneiro da área, alertam para esses riscos. Hinton deixou o Google para poder falar abertamente sobre o tema.

Como as gigantes da tecnologia reagiram?

A reação da indústria foi dividida. Grupos que representam grandes empresas de tecnologia, como Google, Microsoft e Meta, criticaram a proposta. Segundo esses grupos, a medida seria um “freio perigoso ao progresso”. O principal argumento é que uma proibição unilateral nos Estados Unidos poderia ceder a liderança tecnológica para outras nações. Além disso, a medida não garantiria a segurança global.

No entanto, o projeto recebeu apoio de figuras importantes dentro do setor. Entre elas, estão funcionários de laboratórios de IA que expressam preocupação com a corrida desenfreada pela tecnologia.

Existem outras iniciativas globais de regulação?

Sim. Nesse caso, o movimento não está isolado. A proposta de Sanders e Casar dialoga com os esforços da União Europeia, que implementou seu “AI Act” em 2025. Com isso, a medida criou a primeira regulação abrangente do setor. Além disso, um grupo de trabalho da ONU sobre Governança de IA discute ativamente a criação de um tratado internacional. O objetivo é alinhar regras mínimas de segurança entre os países.

Assim, a discussão chegou ao centro do debate político. O tema envolve a decisão sobre construir primeiro os freios ou acelerar um motor cujo destino final ainda é desconhecido.