Rio
Mata-leão, corda improvisada e arma roubada: como holandês e colombiano fugiram de Bangu 8
Holandês da Interpol e colombiano renderam agentes com 'mata-leão', roubaram arma e usaram corda improvisada antes de serem recapturados no RJ
Dois presos estrangeiros fugiram do Presídio Joaquim Ferreira de Souza, no complexo de Bangu 8, no Rio de Janeiro, neste sábado (26). A escapada envolveu um golpe “mata-leão” em um policial penal, o roubo de uma arma e o uso de uma corda improvisada, conhecida como “tereza”.
Segundo informações do g1, os fugitivos, o holandês Gerel Lusiano Palm e o colombiano Juan Estebán Avendaño Perez, foram recapturados. Palm estava na lista de procurados da Interpol, enquanto Perez foi condenado por matar um policial na Colômbia.
Como aconteceu a fuga

A ação começou quando os dois detentos renderam um policial penal da Corregedoria com um “mata-leão”, um golpe de imobilização. Eles tomaram a arma do agente e, em seguida, renderam outro policial que estava em uma guarita na parte de trás do presídio.
Da estrutura, a dupla usou a corda improvisada para descer até uma área externa que dá acesso a um lixão. Um policial ficou ferido durante a ocorrência. Ainda de acordo com o g1, cinco carros ligados ao Comando Vermelho (CV) aguardavam do lado de fora para apoiar a fuga.
O plano era levar Palm para o Complexo da Penha. Contudo, o colombiano foi recapturado logo no início da tentativa. Palm foi localizado mais tarde em uma operação da Secretaria de Estado de Polícia Penal (Seppen), com apoio de um helicóptero da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core).
Quem são os presos
Gerel Lusiano Palm foi preso pela Polícia Federal em 2021, em um apartamento na Barra da Tijuca. Ele constava na Difusão Vermelha da Interpol por tentativa de homicídio e porte ilegal de arma, além de ser procurado pela DEA, agência antidrogas dos EUA.
Condenado a 20 anos de prisão na Holanda, Palm aguardava extradição. Sua defesa alega que ele era agredido por outros detentos e pediu à Justiça que ele fosse mantido em isolamento para garantir sua integridade física.
Juan Estebán Avendaño Perez recebeu uma pena de 40 anos na Colômbia pelo assassinato de um policial em 2010. Investigações apontam que ele seria integrante do Cartel de Medellín e o elo com traficantes brasileiros. Ele se estabeleceu no Rio em 2016 e foi preso na comunidade da Muzema.
A Seppen informou em nota que a Corregedoria irá instaurar um procedimento para apurar os fatos. A investigação busca esclarecer como os presos acessaram a guarita e por que Palm tinha autorização para realizar atividades de trabalho na unidade, apesar de seu histórico.