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Mateus Carrieri manda a real sobre ‘teste no sofá’: “Parecia ser normal”
O ator frisou que o assédio não se resumia apenas a cunho sexual
Mateus Carrieri, em entrevista ao Sobremesa TMC, na última sexta-feira (25), falou abertamente sobre o famoso “teste do sofá”, tão alardeado nos bastidores da TV nos anos 70,80 e 90.
“Eu venho de uma geração que tinha isso e era normal. Os anos 70, 80 e 90 foram para os fortes. Nós sobrevivemos a isso e, graças a Deus, hoje diminuiu muito. Não cabe mais, ainda bem, tanto para homens quanto para mulheres. Hoje você tem mecanismo de denunciar, você tem coragem para denunciar alguma coisa. Na minha época era mais difícil. Mas passei por isso. Eu, na época, entendia que era até normal, porque parecia ser normal“, confessou.
O ator frisou que a situação não se resumia apenas ao assédio sexual, mas as outras formas de assédio. “A relação de poder sempre tem alguma coisa assim, ainda hoje. E assédio não é só sexual. Há o assédio moral, o assédio em uma empresa. Quem tem o poder de escalar, de dar um emprego, de dar uma promoção… está dentro do ser humano a maldade e a bondade também. Mas quem precisa muito de uma coisa às vezes faz coisas que realmente não acha tão certo ou não gostaria que acontecesse. É normal. Mas eu acho que diminuiu bastante, principalmente, graças a Deus, com relação às mulheres”, disse.
Mateus revelou que casos de assédio não sumiram completamente nos bastidores. “Mas acontece ainda e eu acho que sempre que acontecer tem que ser denunciado, porque aí vai se criando outra cultura, de que isso está errado. A gente tem que saber que não é certo, que é errado, que a gente tem outros mecanismos para conseguir um emprego, um personagem, um papel”.
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