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Atriz rompe barreiras com seu primeiro curta sensual para maiores de 18 anos e faz alerta sobre o etarismo na indústria cultural
trabalho busca provocar debate sobre o desejo feminino; artista questiona por que a sexualidade madura ainda é tratada como um problema social
A atriz Marisa Orth estreia seu primeiro curta-metragem sensual nesta quarta-feira (30), às 20h. Protagonista de uma produção da plataforma Amasso, a atriz participa de um filme para maiores de 18 anos e aproveita o trabalho para discutir os tabus relacionados à sexualidade feminina na maturidade.

Marisa Orth fala sobre sexualidade na maturidade
Em entrevista à Quem, Marisa Orth afirmou que o desejo da mulher madura ainda é cercado por tabus. Para ela, a discussão também passa pelo combate ao etarismo e pela forma como a sociedade encara a sexualidade feminina.
“Acho que existe, sim, um tabu”, declarou a atriz. Segundo Marisa, a sexualidade da mulher não deveria ser tratada como uma questão que precisa de justificativa ou julgamento.
Além disso, a artista criticou a tendência de moralizar o comportamento feminino. “Eu não gosto dessa moralização para onde a gente está caminhando”, afirmou. Para ela, a sociedade deveria encarar o tema com mais naturalidade.
Curta aborda desejo feminino na maturidade
O curta tem direção de Gringo Cardia e Bárbara Paz e reúne Marisa Orth e o ator Vitor Gadelha, de 38 anos. A produção tem cerca de dez minutos e apresenta os dois em uma narrativa sobre desejo e intimidade.
A parceria com Gringo Cardia também resgata uma colaboração anterior. O diretor foi responsável pela direção artística do ensaio de Marisa para a Playboy, em 1997.
No novo trabalho, a atriz enxergou uma oportunidade de colocar a sexualidade feminina na maturidade no centro da discussão.
“Eu resolvi desenhar. Eu achei uma oportunidade boa pra se falar que a sexualidade da mulher madura existe”, afirmou.
Atriz espera reações nas redes sociais
Apesar da possibilidade de críticas, Marisa afirmou que já espera reações negativas após o lançamento. A atriz reconheceu que o trabalho pode incomodar parte do público, mas relativizou os comentários de haters.
“Provavelmente vai incomodar. Vai ter hater, mas tem hater pra tudo, gente”, disse.