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Estudante de 17 anos chega ao vestibular da UFG usando bomba de insulina e é impedido de fazer a prova com base em regra do edital

João Pedro, de 17 anos, foi impedido de fazer a prova; família alega que falha no sistema impediu o envio do laudo médico para a organização

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Jovem e close-up de monitor de glicose exibindo 206 mg/dl e insulina ativa
João Pedro Ladislau, impedido de fazer vestibular da UFG, utiliza bomba de insulina para controle da glicose. Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Um estudante de 17 anos foi impedido de realizar o vestibular da Universidade Federal de Goiás (UFG), no último domingo (27), por utilizar uma bomba de insulina. João Pedro Ladislau, diagnosticado com diabetes no primeiro ano de vida, depende do equipamento e foi retirado do local antes do início da prova.

O jovem relatou que a recusa gerou frustração no momento em que se preparava para a avaliação. “Me senti bastante acuado, triste, principalmente por ser uma prova tão importante para mim”, disse o jovem ao g1.

O que aconteceu no local da prova?

Ao chegar ao prédio do exame, João Pedro procurou a coordenação para avisar sobre o aparelho médico. Mesmo após explicar que o dispositivo monitora e controla sua glicose, os fiscais disseram que ele não poderia concorrer e o retiraram do recinto.

“Agora, com toda essa repercussão, me sinto mais tranquilo. Muita gente já passou pela mesma coisa que eu e, cada vez mais o pessoal comentando, fico mais tranquilo”, reforçou João Pedro ao g1.

Alana Ladislau, mãe do adolescente, relatou que o filho deixou a sala transtornado. Segundo ela, o estudante chegou a acreditar que tinha cometido um crime, exigindo uma conversa para lembrá-lo de que utilizar a ferramenta não é motivo de culpa.

O que causou o impedimento?

De acordo com a família, uma falha na plataforma da UFG impediu o envio do atestado de saúde quando a taxa de R$ 130 foi gerada. Por desconhecimento sobre as consequências, a inscrição acabou finalizada e paga sem o comprovante anexado.

Alana explicou que não registrou telas do erro por não prever os desdobramentos. Ela afirmou ter procurado a organização por e-mail com dois meses de antecedência para resolver a pendência, mas a resposta indicou a necessidade de um novo cadastro e outro pagamento.

UFG barra jovem com bomba de insulina em vestibular e alega descumprimento de edital. Foto: Divulgação

O Instituto Verbena, responsável pelo processo seletivo, afirmou ao g1 que participantes com bomba de insulina precisam solicitar condição diferenciada por e-mail, com no mínimo três dias úteis de antecedência, mediante envio do laudo. Segundo a entidade, o candidato não apresentou os documentos no período estipulado.

A instituição informou que orientou o estudante com antecedência e negou ter exigido cobrança adicional. O instituto afirmou ainda que pediu capturas de tela do suposto erro, mas não recebeu o material e não encontrou falhas internas, descartando nova aplicação do teste.

Próximos passos do estudante

O estudante afirmou não ter expectativas de que a banca organizadora autorize uma nova prova para seu caso. Diante disso, o foco de preparação foi transferido para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), previsto para o final do ano.

João Pedro declarou que sua expectativa está voltada para a prova nacional e torce para não enfrentar o mesmo obstáculo. Ele também mencionou que as mensagens de apoio na internet ajudaram a diminuir o sofrimento, ao perceber que outros candidatos já viveram dificuldades semelhantes.