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Saúde

Outubro Rosa: veja alterações na pele que podem indicar câncer de mama

Dermatologista destaca a importância do autoconhecimento, do acompanhamento médico e da observação de alterações cutâneas na região mamária

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O autoexame ajuda a perceber mudanças nas mamas que merecem avaliação médica (Imagem: New Africa | Shutterstock)

A campanha Outubro Rosa mobiliza a sociedade para conscientizar sobre a importância do diagnóstico precoce e da prevenção primária do câncer de mama. A iniciativa ganha ainda mais relevância diante da alta incidência da doença, considerada a neoplasia maligna mais frequente entre as mulheres brasileiras. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), são estimados 78.610 novos casos por ano no Brasil, com maior concentração na região Sudeste.

No entanto, o cuidado com as mamas envolve olhar o corpo como um todo. Muitas vezes associado apenas ao surgimento de nódulos detectáveis no toque ou na mamografia, o câncer de mama também pode apresentar manifestações cutâneas precoces. Flávia Villela, médica especialista em Dermatologia, explica que mudanças na textura e na superfície da pele da mama exigem avaliação profissional imediata.

“A observação diária durante o autocuidado ou no momento de se vestir é fundamental. Mudanças na espessura da pele da mama, como o aspecto conhecido como casca de laranja, retração ou descamação no mamilo, vermelhidão contínua ou feridas que não cicatrizam são sinais que não devem ser ignorados”, ressalta.

A médica destaca ainda que alterações dermatológicas secundárias podem surgir em pacientes submetidas a tratamentos oncologicamente invasivos, como radioterapia e quimioterapia, necessitando de suporte dermatológico adequado para manter a integridade da barreira cutânea e a qualidade de vida durante o tratamento.

Uma médica loira, vestindo um jaleco branco, realiza um exame de mamografia em uma paciente de cabelos escuros presos em um rabo de cavalo. Ambas estão de perfil, sorrindo uma para a outra, transmitindo uma sensação de tranquilidade e cuidado. A paciente está posicionada em frente ao mamógrafo branco, com a mama apoiada na plataforma de compressão do aparelho. A médica segura delicadamente o braço da paciente para auxiliá-la no posicionamento correto.
Mamografia, hábitos saudáveis e atenção aos sinais ajudam no rastreamento precoce do câncer de mama (Imagem: Tyler Olson | Shutterstock)

Ações de prevenção e rastreamento precoce

Flávia Villela reforça que o diagnóstico precoce eleva as chances de cura do câncer de mama para até 95%. Entre os pilares para a prevenção e rastreamento recomendados pela médica, estão:

1. Mamografia de rotina

Acompanhamento conforme diretrizes médicas para a faixa etária e histórico familiar.

2. Autoexame e observação de sinais

Reconhecimento do próprio corpo para identificar nódulos, assimetrias recentes ou alterações na pele da mama e auréolas.

3. Hábitos de vida saudáveis

Prática regular de atividades físicas, alimentação equilibrada e redução do consumo de álcool e tabaco.

4. Cuidado dermatológico na região mamária

Manutenção da hidratação e atenção a lesões suspeitas na pele do tórax.

Por Juliana Rangel