Sexo frequente faz bem ao coração e à imunidade: especialista lista os cinco principais benefícios de incluir a prática na rotina para a saúde - Super Rádio Tupi
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Saúde

Sexo frequente faz bem ao coração e à imunidade: especialista lista os cinco principais benefícios de incluir a prática na rotina para a saúde

Além de contar como exercício leve, a atividade atua diretamente na saúde mental; saiba por que a ciência defende essa rotina frequente

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Casal feliz, loira abraçada em homem sorridente, com mar azul ao fundo, ambos de branco
Casais que mantêm uma vida sexual ativa demonstram maior bem-estar e conexão emocional, fatores importantes para a saúde.

Uma vida sexual ativa e segura pode trazer benefícios para a saúde. Além disso, o sexo pode ser considerada uma atividade física leve. Quando praticada com frequência e de forma segura, ela pode contribuir para o bem-estar físico e emocional.

O gerontologista espanhol Joaquín Mateu Mollá, em artigo publicado no site de divulgação científica “The Conversation”, destaca cinco possíveis vantagens de manter uma vida sexual ativa.

Aumenta o humor

Durante o sexo, o cérebro libera endorfinas, substâncias associadas à sensação de prazer e bem-estar. Além disso, elas podem contribuir para a euforia e a sensação de relaxamento que acompanham o orgasmo.

Nesse sentido, a atividade sexual pode proporcionar experiências positivas e favorecer emoções agradáveis. No entanto, ela não substitui tratamentos para a depressão, que exigem acompanhamento e abordagens específicas.

Além disso, a prática sexual pode contribuir para o relaxamento. Por isso, também pode ter relação com uma melhora na qualidade do sono, embora não substitua tratamentos para a insônia.

Reduz o estresse

Viver sob pressão constante pode diminuir o desejo sexual. Isso pode estar relacionado aos níveis de cortisol, hormônio que participa da resposta do organismo ao estresse.

Nesse sentido, a atividade sexual pode ajudar a reduzir o estresse diário. Segundo Mollá, casais mais satisfeitos tendem a procurar relações sexuais nos dias seguintes a situações estressantes. Assim, eles podem se beneficiar de alguns dos efeitos positivos associados à intimidade.

Pode contribuir para o sistema imunológico

A prática sexual regular pode estar associada a alterações na resposta imunológica. Nesse sentido, uma pesquisa da Universidade de Baghdad, no Iraque, investigou a relação entre frequência sexual e infecção pelo coronavírus.

O estudo envolveu 16 mil participantes em 33 países. Entre os participantes com maior frequência de relações sexuais, 76,6% não tiveram infecção pela doença. Já entre aqueles com menor frequência, o índice foi de 40,4%.

No entanto, esses dados não permitem afirmar que ter relações sexuais protege contra o coronavírus. Uma associação observada em um estudo não significa, por si só, uma relação de causa e efeito.

Pode ajudar na pressão arterial e na dor

A atividade sexual provoca alterações temporárias na pressão arterial. Durante a relação, a pressão sistólica e a diastólica aumentam e atingem um pico próximo ao orgasmo. Em seguida, os níveis tendem a diminuir.

Além disso, pesquisas investigam a possível relação entre vida sexual e saúde cardiovascular. Um estudo recente indica que manter relações sexuais na velhice pode estar associado a uma menor probabilidade de alguns problemas cardiovasculares.

A prática também pode contribuir para o alívio da dor. Nesse caso, alguns estudos apontam resultados especialmente relevantes entre mulheres.

Fortalece o relacionamento e a conexão emocional

O sexo pode contribuir para a construção e a manutenção do vínculo entre parceiros. Isso ocorre, em parte, pela participação da oxitocina, hormônio envolvido em comportamentos sociais e emocionais.

Além disso, a oxitocina está relacionada à formação de vínculos e à sensação de proximidade. Por isso, momentos de intimidade, como abraços, carícias e beijos, também podem favorecer a conexão emocional.

Dessa forma, uma vida sexual satisfatória pode fazer parte de uma relação afetiva saudável. Ainda assim, o vínculo entre parceiros depende de diversos fatores, como comunicação, confiança, respeito e intimidade.