Operador do Comando Vermelho é preso no Galeão após viagem de luxo - Super Rádio Tupi
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Operador do Comando Vermelho é preso no Galeão após viagem de luxo

O investigado gerenciava esquema de R$ 50 milhões em fraudes financeiras e acabou detido pela polícia ao voltar de férias de luxo na Europa

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Quatro homens em um aeroporto. Um homem de blusa preta é contido por outros dois
Gabriel Maurício Soares Paes, conhecido como Ximba, é preso por agentes da Polícia Civil no Aeroporto do Galeão - Foto: Reprodução

Agentes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Capital prenderam Gabriel Maurício Soares Paes na madrugada desta sexta-feira (9). Conhecido como Ximba, ele desembarcava no Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão, localizado na Ilha do Governador. A captura ocorreu após uma viagem de férias pela Europa avaliada em 40 mil euros, quantia próxima de R$ 200 mil.

A Polícia Civil aponta o investigado como peça central na gestão financeira do Comando Vermelho. Ele gerenciava uma central de fraudes responsável por movimentar cerca de R$ 50 milhões no período de 12 meses.

Esquema financeiro do Comando Vermelho

O operador é suspeito de lavar e ocultar dinheiro do tráfico e de fraudes financeiras por meio de contas de laranjas e empresas de fachada.

Segundo a investigação, Gabriel tinha ligação direta com os chefes da organização, Edgar Alves de Andrade, o Doca, e Carlos da Costa Neves, o Gardenal. Os recursos ilícitos financiavam itens e hábitos de alto padrão dos integrantes da quadrilha.

De acordo com o delegado Moyses Santana, Gabriel administrava o núcleo de estelionato na Zona Norte do Rio. A investigação aponta que o Comando Vermelho passou a abrigar centrais de golpes financeiros na comunidade da Penha.

Avanço das investigações

A investigação começou após a prisão de um gerente do tráfico e de um articulador financeiro no Complexo da Penha, em outubro de 2023. Ele movimentava valores ligados a Doca e ao comparsa conhecido como Berg.

Mensagens analisadas pela polícia revelaram transferências superiores a R$ 700 mil. Com base nas informações, os agentes monitoraram Ximba até interceptá-lo no retorno ao Brasil.

O suspeito foi autuado por associação criminosa, e a companheira também passou a ser investigada.