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Arqueólogos subaquáticos acham anel com o Farol de Alexandria gravado, maravilha do mundo antigo
Anel de bronze saiu da ilha submersa de Antirhodos e, segundo o governo egípcio, é o primeiro anel de selo conhecido com a imagem da torre
Um anel de bronze tirado do fundo do mar no Egito trouxe de volta, em miniatura, um gigante da Antiguidade: o Farol de Alexandria. A peça foi achada por mergulhadores numa ilha submersa do porto da cidade. Segundo o governo egípcio, é o primeiro anel de selo conhecido com a torre gravada, uma das Sete Maravilhas do mundo antigo.
O que o anel achado em Alexandria mostra sobre o antigo farol?
O anel mostra a silhueta do farol, num desenho muito parecido com o que aparece em moedas do século 2 depois de Cristo. Quem fez a comparação foi Hisham El-Leithy, secretário-geral do Conselho Supremo de Antiguidades, em comunicado do Ministério do Turismo e Antiguidades do Egito.
Para ele, o achado é excepcional justamente por ser inédito entre os anéis de selo. A idade exata da peça, porém, ainda não foi cravada. O ministério compara a gravura com as moedas, mas não fixou uma data definitiva para o próprio anel.
Para quem quer entender o achado de forma rápida, os dados divulgados pelas autoridades egípcias cabem em três pontos. Eles ajudam a separar o que já foi confirmado do que ainda está em estudo.
Peça: anel de selo de bronze com a torre gravada.
Local: ilha submersa de Antirhodos, no Porto Oriental de Alexandria.
Comparação: desenho parecido com o farol retratado em moedas do século 2 d.C.
Fonte: Ministério do Turismo e Antiguidades do Egito.
Onde a arqueologia subaquática encontrou o anel de bronze?
O anel saiu da ilha de Antirhodos, que fazia parte do bairro real do Portus Magnus, o antigo Porto Oriental de Alexandria. O trabalho é de uma missão conjunta de arqueologia subaquática, que une o Instituto Europeu de Arqueologia Subaquática ao departamento de antiguidades submersas do Egito.

O instituto, dirigido pelo francês Franck Goddio, explora a área desde 1992, segundo a página do projeto Alexandria do Instituto Europeu de Arqueologia Subaquática. Foi em Antirhodos que Júlio César, Marco Antônio e Cleópatra passaram temporadas, de acordo com o próprio instituto.
O ministério levanta ainda uma hipótese curiosa. O palácio da ilha, descrito pelo geógrafo grego Estrabão entre 29 e 25 antes de Cristo, pode ter seguido em uso administrativo até o século 2. Entre as funções possíveis estaria cuidar da operação do farol.
Por que o Farol de Alexandria entrou para as Sete Maravilhas?
O Farol de Alexandria entrou para a lista das Sete Maravilhas pelo tamanho e pela função. A torre tinha cerca de 130 metros de altura, segundo o instituto de Goddio. É como um prédio de mais de 40 andares orientando navios num porto movimentado do Mediterrâneo.

Para o ouvinte acostumado a ver navios entrando na Baía de Guanabara, dá para imaginar o peso de uma luz dessas na Antiguidade. Só que a maravilha não resistiu ao tempo, e a região do porto também pagou caro.
Uma série de terremotos e ondas gigantes levou o bairro real e parte do antigo litoral para o fundo do mar. Os restos passaram mais de 1.200 anos submersos, até que a pesquisa moderna começou a mapeá-los.
O que o anel muda para a arqueologia subaquática no Egito?
O anel é pequeno no tamanho e grande no significado. Como a torre não existe mais, cada imagem antiga ajuda a reconstruir a aparência dela. A peça também pode reforçar a ideia de que o Farol de Alexandria fazia parte da vida administrativa da cidade, e não só da paisagem.
Os próximos passos dependem do estudo do objeto, inclusive para definir a data. Se você gosta de história e de mistérios do mar, fica com a gente aqui na Tupi para acompanhar as novas descobertas da arqueologia subaquática no Egito.
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