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Transatlântico que levou presidentes e celebridades por 17 anos será afundado em novembro para virar o maior recife artificial do mundo

Famoso transatlântico que transportou presidentes e celebridades terá novo destino na Flórida; local vai impulsionar o turismo de mergulho

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Dois rebocadores puxam um grande navio de passageiros enferrujado com duas chaminés em mar aberto
O SS United States é rebocado para Mobile, Alabama, para descontaminação antes de se tornar o maior recife artificial do mundo. Imagem ilustrativa gerada por IA

O transatlântico SS United States tem previsão de naufrágio controlado para a segunda semana de novembro no Golfo do México. A embarcação de 990 pés ficará localizada a cerca de 22 milhas náuticas a sudoeste de Destin-Fort Walton Beach, na Flórida. A data exata depende das condições meteorológicas.

Após submergir, a estrutura formará o maior recife artificial do mundo. O projeto busca criar um habitat marinho e atrair mergulhadores, pescadores e turistas para a costa da Flórida. O condado de Okaloosa adquiriu o navio em 2024 por US$ 1 milhão para evitar que ele fosse desmanchado como sucata.

A Comissão do Condado de Okaloosa destacou em comunicado: “este é um avanço emocionante para criar um recurso único para o meio ambiente e para a nossa indústria do turismo”. As autoridades planejam anunciar mais detalhes nas próximas semanas sobre o cronograma e as formas de participação presencial ou virtual do público.

Recorde de velocidade e disputas em Filadélfia

O SS United States realizou a viagem inaugural em 1952. Na ocasião, estabeleceu o recorde de velocidade na travessia transatlântica ao cruzar o oceano em três dias, dez horas e quarenta minutos, superando a marca anterior do RMS Queen Mary em dez horas. Esse recorde permanece até hoje.

  • chefes de Estado: presidentes e dignitários que usavam a rota como meio oficial de viagem

  • celebridades: figuras públicas do entretenimento que atravessavam o Atlântico a bordo

  • passageiros: viajantes comuns que cruzavam o oceano no período de ouro dos transatlânticos

Retirada do serviço ativo após 17 anos de operação, a embarcação chegou a Filadélfia em 1996 e permaneceu quase três décadas atracada no Píer 82, onde sofreu deterioração contínua.

O destino do navio enfrentou incertezas motivadas por um conflito judicial entre a SS United States Conservancy e os operadores do terminal portuário. A disputa envolvia milhares de dólares em aluguel e taxas de atracação não pagas, com processo federal aberto em 2024 que determinou prazo para a remoção após um acordo legal.

Descontaminação e museu em terra firme

Em fevereiro de 2025, milhares de espectadores acompanharam a saída do transatlântico pelo Rio Delaware. A estrutura seguiu rebocada para Mobile, no Alabama, onde equipes iniciaram em março de 2025 os trabalhos de limpeza ambiental e preparação para retirar materiais prejudiciais à fauna marinha.

Detalhes do projeto de naufrágio controlado

Entenda como o transatlântico se tornará um novo polo turístico e ecológico na Flórida.

📍 Localização estratégica
A embarcação ficará a 22 milhas náuticas de Destin-Fort Walton Beach, no Golfo do México.
🐠 Novo habitat marinho
Após submergir, a estrutura formará o maior recife artificial do mundo para atrair peixes e mergulhadores.
🏛️ Preservação em terra firme
Um museu terrestre exibirá peças originais, como as icônicas chaminés, celebrando o design do século XX.
🧼 Preparação ambiental
O navio passa por um rigoroso processo de limpeza e descontaminação no Alabama antes do naufrágio.

O condado de Okaloosa organiza também a montagem de um museu em terra firme dedicado à embarcação. O espaço ficará próximo aos pontos de embarque para passeios de mergulho e exibirá componentes originais preservados, como as chaminés.

A SS United States Conservancy participa do projeto e informou: “o museu explorará a importância cultural da arte e do design moderno de meados do século da embarcação e a engenharia recordista que a tornou uma maravilha do século XX, celebrando seu design histórico, o serviço marítimo e seu papel na história americana”.