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A cabeça do faraó de 160 centímetros de altura aparece em frente a um prédio residencial
Escavações no Delta do Nilo trazem novas evidências sobre Ramsés II
Uma intervenção cotidiana em solo egípcio revelou um importante testemunho do passado histórico. A descoberta de uma escultura monumental ligada ao faraó Ramsés II atrai a atenção de pesquisadores e evidencia a riqueza cultural preservada na região do Delta do Nilo.
Como ocorreu o achado monumental no Delta do Nilo?
Durante trabalhos realizados em um imóvel residencial em Behbeit el-Hagar, um morador notou uma peça antiga com gravuras. O achado motivou o acionamento das autoridades, resultando em uma escavação técnica de emergência organizada para resgatar os artefatos históricos do local.
A peça principal recuperada consiste em uma impressionante cabeça esculpida vestindo a coroa dupla real. A obra apresenta cerca de 1,60 metro de altura, dimensão equivalente à estatura de um adulto, destacando a complexidade do trabalho artístico do período.
De que forma as inscrições confirmam a identidade do rei?
A identificação precisa da figura foi possível devido aos caracteres gravados no pilar traseiro mantido na estrutura. O texto exibe o nome de Hórus associado ao monarca, além de simbolismos da realeza que reforçam sua autoridade na história.
Além das gravações nominativas, os adornos esculpidos representam a unificação histórica dos territórios egípcios antigos. Elementos hieróglifos funcionam como registros oficiais indispensables para distinguir representações dos governantes em meio aos achados efetuados no terreno sob análise técnica.

Qual era a dimensão original da estátua de Ramsés II?
Especialistas estimam que o monumento completo alcançava aproximadamente 8,5 metros de altura total incluindo o pedestal. A projeção considera as dimensões da cabeça preservada e as proporções padrão empregadas nas grandes obras de arte do governo do faraó.
Detalhes da Reconstituição
Proporções Monumentais da Escultura
A estimativa da altura total baseia-se nas proporções anatômicas do bloco esculpido de 1,60 metro.
Fatores como a presença do pedestal e o alinhamento da coluna traseira auxiliam no cálculo da estrutura.
A reconstituição das dimensões exige análise detalhada da espessura do pilar posterior e das partes faltantes da peça. Cálculos sobre volume e peso dependem de novos fragmentos para estabelecer com precisão o porte do monumento na antiguidade.
Dentre os aspectos observados nas análises preliminares, destacam-se:
- Altura estimada em 8,5 metros somando a base decorada.
- Presença de pilar traseiro contendo hieróglifos informativos.
- Uso de coroa dupla caracterizando o domínio territorial.
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Quais outros vestígios arqueológicos foram recuperados na área?
A escavadeira resgatou partes relativas a uma segunda escultura real com cerca de 2,40 metros de extensão total. O artefato apresenta o tradicional lenço de cabeça denominado Nemes, reforçando a relevância do conjunto esculpido no sítio.
As equipes também identificaram um bloco em granito rosa com 1,30 metro contendo títulos da realeza egípcia. O material exibe epítetos dedicados ao Rei do Alto e Baixo Egito, ampliando o acervo de peças históricas registradas na região.
Entre os materiais desenterrados durante as escavações, constam:
- Trecho de escultura de 2,40 metros com lenço Nemes.
- Bloco estrutural em granito rosa com inscrições hieroglíficas.
- Inscrições que mencionam o filho do deus Sol Rá.
Por que essa descoberta altera o entendimento sobre a região?
A presença dos fragmentos em Behbeit el-Hagar indica uma ocupação real bem anterior ao período ptolemaico conhecido. Registros anteriores já indicavam cartuchos de governantes antigos, confirmando uma ocupação contínua da área durante a história da civilização.
Compreender o deslocamento desses blocos e estátuas auxilia os pesquisadores a mapear santuários antigos do Reino Novo. As análises em andamento trarão novas repostas sobre a organização territorial e arquitetônica do espaço ao longo dos séculos de tradição.