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Malévola Alves e amiga relatam tensão em prisão no Egito: “Não deram comida, nem água”
Amiga de Malévola Alves descreve horas sem comida e viagem em camburão sem ventilaçãoA brasileira Bruna Mercatelli relatou momentos de pânico e privações durante o período em que ficou presa no Egito ao lado da influenciadora digital Malévola Alves. As duas foram detidas pelas autoridades locais após realizarem gravações para redes sociais em áreas públicas e conseguiram a liberação depois do pagamento de fiança.
Em publicações feitas nesta quinta-feira durante uma escala da viagem de volta ao Brasil, Bruna afirmou que passou a madrugada sem água e comida, além de enfrentar horas trancada em um camburão sem circulação de ar a caminho do aeroporto. “Eu estou bem agora, mas o que a gente passou foi horrível. Trataram a gente como se fôssemos criminosas”, desabafou.
Bruna Mercatelli, amiga que foi PRESA com Malévola, relata momentos de TERROR na prisão: “Interrogaram a gente, fizeram várias perguntas indiscretas, de lá, levaram a gente pra outro lugar, que era a penitenciaria, a Mariana dormiu, eu fiquei acordada, não deram comida, não deram água, me levou em um banheiro podre, começou a fazer troca de turno, foi uma situação vexatória tão grande, tirando foto da gente.”
— UpdateCharts (@updatecharts) October 22, 2026
Como começou a abordagem policial?
O desentendimento começou durante um passeio turístico pelas catacumbas da cidade de Alexandria, onde Bruna gravou um vídeo dançando. Um funcionário do ponto histórico pediu que a filmagem fosse deletada, alegando proibição do local, e a solicitação foi atendida. Pouco depois, outra pessoa voltou a questionar sobre o material.
Bruna relatou que manteve algumas fotografias que havia tirado, mas acabou levada até a sala de um policial, que exigiu a exclusão de todas as imagens registradas nas catacumbas. Ela obedeceu, teve o passaporte fotografado e assinou um documento no qual prometia não divulgar nada daquele tipo. Mesmo assim, a van em que o grupo estava acabou cercada pela polícia antes da saída do local.
Como foram as horas na prisão?

As duas brasileiras seguiram para uma delegacia, onde tiveram os aparelhos telefônicos confiscados e aguardaram durante horas. Bruna afirmou que passou por interrogatório com perguntas sobre trabalho, dinheiro e identidade de gênero, antes de colher digitais e assinar termos oficiais.
Em seguida, ambas foram transferidas para uma unidade prisional com a informação de que deveriam pagar fiança. Bruna contou que passaram a madrugada no presídio e que as autoridades egípcias só ofereceram algumas frutas depois que as duas choraram e protestaram. O transporte até o terminal aéreo durou cerca de quatro horas em um veículo totalmente fechado. Os celulares permaneceram retidos, sob a promessa policial de envio à representação diplomática brasileira.
Por quais crimes as brasileiras foram acusadas?
A detenção ocorreu na terça-feira sob alegações de atos obscenos em público, quebra de valores familiares e assédio a pedestres. A lei egípcia estabelece para o crime de assédio a transeuntes punições de dois a quatro anos de prisão, multa entre 100 mil e 200 mil libras egípcias ou a aplicação conjunta de ambas as penalidades.
A soltura aconteceu na quarta-feira mediante fiança estipulada em cerca de R$ 10 mil. O advogado da influenciadora, Jonatha Carvalho Matos, informou que o grupo programou o desembarque em solo brasileiro para a noite desta quinta-feira.