Esportes
Flamengo contesta presença de Marcos Rojo na semifinal da Libertadores; entenda situação
Clube carioca cobra decisão da Conmebol sobre o zagueiro do Estudiantes; punição por escalação irregular pode definir rumos do torneio continental
O Flamengo formalizou uma reclamação na Conmebol contra a escalação do zagueiro Marcos Rojo pelo Estudiantes na semifinal da Copa Libertadores de 2026. A ação se baseia no artigo 24.1.b do Código Disciplinar da entidade e cobra um parecer antes da decisão do torneio continental.
O regulamento prevê no artigo 19 uma sanção direta: a equipe responsável por utilizar atleta em situação irregular pode ser declarada perdedora pelo placar de 3 a 0. Em nota oficial divulgada em 24 de outubro de 2026, a diretoria rubro-negra sustentou que atuou para resguardar a igualdade entre os participantes da competição.
Irregularidades apontadas na inscrição
Segundo a agremiação brasileira, a inclusão do defensor infringiu normas de registro da Fifa e da Conmebol. O pedido do time de La Plata ocorreu em 9 de outubro para substituir um jogador machucado, embora a janela de transferências do futebol argentino tivesse fechado em 2 de setembro. Além disso, Rojo havia atuado pelo Racing até 27 de setembro.
A Conmebol vetou a troca em 14 de outubro após consultar a Fifa, que pontuou a obrigatoriedade dos períodos de inscrição em transferências nacionais. A entidade sul-americana reafirmou a proibição no dia 15 de outubro, véspera do jogo decisivo da fase semifinal.
Recurso no tribunal esportivo
Após ter as solicitações rejeitadas, a diretoria do Estudiantes acionou a Corte Arbitral do Esporte (CAS) e colocou o Flamengo no polo passivo da ação. No dia 21 de outubro, a corte autorizou a participação do defensor em caráter provisório, mas rejeitou blindar a equipe argentina de eventuais penalidades esportivas.
O Flamengo destacou ter avisado previamente ao tribunal e ao rival que contestaria a escalação caso Rojo entrasse em campo. O clube carioca também sintetizou a sequência dos acontecimentos:
Conmebol: negou a inscrição por duas vezes antes do jogo de volta após consulta à Fifa.
Estudiantes: acionou a CAS para conseguir a liberação e incluiu o clube brasileiro no processo.
CAS: recusou o pedido para afastar punições esportivas e disciplinares pela presença do atleta.
A diretoria rubro-negra enfatizou que não deu origem ao imbróglio e que o adversário assumiu os riscos ao mandar o jogador a campo sabendo dos alertas legais. O posicionamento oficial reforçou que a postura visa assegurar o cumprimento das normas do campeonato e declarou que “não se trata de buscar resultado fora de campo”, mantendo a confiança na condução do processo pelos órgãos desportivos à espera do desfecho da Conmebol.